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4 Releia o final do texto.

“[...] e por isso o exercício da liberdade obriga você a compreender a vida numa visão que vai pra além do imediato.”



a) Esse comentário alude a uma importante característica do adolescente. Qual?

A tendência a se preocupar apenas com o momento presente, desconsiderando as questões futuras.

b) Qual seria a intenção do palestrante ao concluir a primeira parte de sua exposição com essa reflexão?

Resposta pessoal. É importante que o aluno associe a discussão sobre liberdade e visão de futuro ao tema da escolha, tratado para abordar a escolha profissional.

A exposição oral de Guto Pompeia revela uma organização prévia. O psicólogo tomou como base algo próximo de seu público — a iminência da escolha profissional — para tratar da questão da liberdade. Argumentou que ser livre é, necessariamente, fazer escolhas e que estas exigem reflexão porque implicam consequências, as quais incidem sobre a própria liberdade, podendo até mesmo limitá-la.

Trata-se de um tema da área da Filosofia, que poderia ser tratado de maneira bastante complexa. No entanto, o falante considerou seu público não apenas ao construir a lógica do discurso, mas também ao selecionar os exemplos e definir a linguagem. Como uma palestra é uma fala sem interrupções, é fundamental que seu produtor a planeje cuidadosamente para garantir que seja compreendida por todos.

Fala aí


Segundo o palestrante, quando escolhemos algo, abrimos mão de outras possibilidades. Você já tinha pensado no ato da escolha sob esse ponto de vista? Você também acha que a escolha implica certo sofrimento? Por quê?

Resposta pessoal. Peça aos alunos que iniciem a reflexão pensando em uma escolha pessoal que já precisaram fazer: a mudança de escola ou a opção por ser vegetariano, por exemplo. Em seguida, sugira que comentem quais são as dificuldades enfrentadas quando se precisa escolher algo e que as relacionem com a fala de Guto Pompeia. Não é necessário que socializem a escolha pessoal em que pensaram; ela é apenas um estímulo para a reflexão.
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Estudo do gênero

Uma palestra geralmente ocorre em situações de interação ao vivo. Isso permite ao palestrante observar em seus interlocutores expressões faciais e corporais que indicam dificuldade de compreensão, incômodo, falta de atenção, etc. Observando-as, ele pode fazer adaptações em sua fala tanto no plano do conteúdo como no da expressão. Pode incluir exemplos ou criar associações entre um conteúdo abstrato e uma situação concreta para ser mais claro; empregar gesticulação mais enfática e fazer perguntas retóricas para atrair a atenção de um público que dê sinais de pouco interesse; etc.

A palestra é uma das formas de realização de exposição oral, assim como os seminários, as mesas-redondas, as conferências, os colóquios, entre outras. Esses gêneros textuais têm algumas características específicas, mas podem ser agrupados porque todos são falas planejadas, que costumam ser realizadas em situações de interação ao vivo e destinam-se à transmissão de saberes.

Uma palestra, como a comunicação de Guto Pompeia, caracteriza-se por ser a fala isolada de um especialista dirigida a um público reunido por um interesse comum. Em geral, o palestrante é reconhecido por sua ampla experiência na área e por isso é chamado para tratar do assunto.

A mesa-redonda é um gênero semelhante, mas se constitui das exposições de mais de um especialista. Nesse caso, há um moderador, que apresenta e coordena o evento, e os convidados, que são chamados a expor, cada um na sua vez, a fala que prepararam sobre o tema em pauta. Em geral, após as falas individuais, os expositores confrontam suas ideias e respondem a perguntas do público.

O seminário, por sua vez, costuma ser constituído de várias comunicações produzidas por oradores que dividem a exposição de um tema ou de um interesse. Como visa a desenvolver e partilhar um conhecimento, o tema tratado geralmente é o resultado de pesquisas ou experiências profissionais e inclui uma discussão com a participação dos oradores e do público. O seminário é uma prática comum principalmente no universo da escola, da universidade e das áreas relacionadas à pesquisa.

Você lerá, a seguir, parte da exposição oral feita pelo professor e autor José Ribamar Bessa Freire, especializado em memória social e estudos dos povos indígenas, e apresentada na Academia Brasileira de Letras, em um evento com o tema “O índio no Brasil contemporâneo”. Leia o texto, reflita sobre os comentários apresentados e contribua para a análise respondendo às questões oralmente.



REPRODUÇÃO/ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, RIO DE JANEIRO

Seminário "Brasil, brasis: o índio no Brasil contemporâneo", realizado pela Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, em 16 de julho de 2012. Participam da mesa os escritores Graça Graúna (à esq.) e José Ribamar Bessa Freire (à dir.) e, como moderador, o acadêmico Domício Proença Filho (ao centro).
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