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SP tem mais que o triplo de



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SP tem mais que o triplo de vazamentos

Algumas reportagens mais longas se valem do recurso de matérias coordenadas, isto é, da apresentação de um conjunto de textos com temas relacionados.



5 Que efeito essa coordenação produz no ritmo de leitura?

5. A coordenação ajuda a arejar a leitura, porque cria breves interrupções antes que o tema avance, além de propiciar uma diagramação mais interessante.

Com todo o investimento na reciclagem e dessalinização de água, não adiantaria ver, em seguida, o líquido indo embora por vazamentos no sistema de distribuição. Assim, Israel investe também em tecnologias para o controle desse desperdício.



Hoje, o país vê apenas de 5% a 10% de sua água vazar. Em São Paulo, incluindo ligações clandestinas, o desperdício está em 34,3%. “Em Israel, não permitimos que o sistema perca nada”, diz à Folha Shimon Constante, vice-presidente regional da empresa israelense Miya, uma das firmas do país que podem encontrar um nicho na crise hídrica paulistana.

O gancho da reportagem é a crise hídrica em São Paulo. Observe que os dados de Israel foram conduzidos para permitir uma reflexão sobre a situação do estado.

A apresentação de mais de um entrevistado contribui para que a reportagem pareça mais imparcial e completa do ponto de vista da informação.

A expansão é parte do plano de Israel. O programa do governo NewTech tem como missão promover técnicas israelenses para a água e as energias sustentáveis ao redor do mundo, incentivando empresas.

Entre seus projetos, a Miya trocou medidores de uso de água, combateu conexões ilegais e fez conscientização em escolas.

“Estou no Brasil há seis meses. As pessoas gastam muita água aqui. Há uma diferença cultural, porque não existe a sensação de escassez que há em Israel.”

“Em Israel, muito dinheiro é gasto pelo governo para educar e regular o setor”, diz. “No Brasil, é visto como um ‘investimento’. Mas a situação muda quando há escassez. As empresas não querem investir para trocar os seus canos, mas não há opção.” (DB)

Folha de S.Paulo, 1º mar. 2015. Cotidiano, C-4. [O texto aqui reproduzido incorpora a correção de alguns dados feita pelo próprio jornal em nota de 5 mar. 2015.]

ARTE: MARCEL LISBOA/FOTOS: PIXABAY – CREATIVE COMMONS LICENSE – CC BY 4.0


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