Se liga na língua: literatura, produção de texto, linguagem



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5 A sigla P.S. (ou PS) significa “postscriptum”, uma fórmula que costumava ser colocada em cartas, quando o produtor percebia que havia se esquecido de incluir uma informação e não desejava reescrever todo o texto.

a) Considerando essa função, por que o uso de PS no texto 4 não seria coerente?

Porque Yuri poderia simplesmente incluir a informação no interior do texto.

b) O uso de PS acabou se tornando comum, mesmo em e-mails. Que nova função ele teria?

A função de destacar determinadas informações.

c) A observação introduzida por PS reflete-se de alguma maneira no texto que foi escrito?

Sim. O produtor comenta que escreveu o e-mail apressadamente, e vemos que alguns aspectos, como o cumprimento e a despedida, foram negligenciados e que a resposta se limita a um comentário curtíssimo.

d) Por que Yuri se sentiu obrigado a dar a explicação iniciada por PS?

Yuri procurou evitar a impressão de que não estava interessado na novidade contada pela amiga.

Quando alguém produz um e-mail, sabe que seu interlocutor não está necessariamente disponível para ler e responder instantes depois. Apesar disso, imagina certa proximidade e, assim, vale-se de recursos que favorecem o estabelecimento de um diálogo e tornam a comunicação mais parecida com uma conversa. Nos e-mails lidos, trocados pelos amigos de faculdade, nota-se que os interlocutores simulam um reencontro real, fazem referência ao momento de produção do texto e mantêm aberta a comunicação, convidando um ao outro a permanecer em contato.

Fala aí

Você costuma enviar e-mails ou prefere mandar mensagens de texto pelo celular? Em sua opinião, o que leva muitos usuários, sobretudo os mais jovens, a optar pelas mensagens de texto?



“Fala aí”: Resposta pessoal. Se necessário, destaque o fato de que a agilidade da comunicação por equipamentos eletrônicos criou uma expectativa de resposta imediata, o que se obtém mais comumente nos diálogos por mensagens de texto pelo celular. A leitura e a posterior resposta do e-mail dependem do acesso a um servidor, o que costuma demorar mais.
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Estudo do gênero

O e-mail reúne características das modalidades escrita e oral da língua. Tem a assincronia típica dos textos escritos, ou seja, sua produção não acontece no mesmo momento da recepção. Mantém, igualmente, a distância entre os interlocutores, o que impossibilita que recursos não verbais, como a entonação e as expressões corporais, indiquem a maneira como a mensagem está sendo produzida, embora possa recorrer a símbolos e sinais com essa finalidade. Com a modalidade oral da língua, o e-mail compartilha a intenção de estabelecer um diálogo ágil. Além disso, é produzido em pouco tempo, de maneira mais espontânea, sem passar por um processo de planejamento demorado, que é típico não de toda, mas de grande parte das produções escritas, bem como de algumas produções orais formais.

Os textos do gênero textual e-mail costumam apresentar poucos temas. Seu objetivo é promover interações sociais em contextos particulares ou institucionais, que definem seu grau de formalidade. Tendo como suporte a internet, o e-mail tem características ligadas à velocidade na composição e na transmissão do texto, além de disponibilizar recursos como a anexação de arquivos ou a colagem de trechos copiados de outros textos.

Sabia?

Os endereços de e-mail já fazem parte dos dados pessoais dos cidadãos, marcando sua inserção social. Esse é um dos motivos pelos quais o Estado e várias ONGs (organizações não governamentais) têm projetos de inclusão digital destinados a desenvolver a competência das pessoas para o uso de computadores e da internet nas atividades cotidianas, na interação com outras pessoas e no aprimoramento cultural.



O e-mail a seguir foi produzido em uma situação institucional, isto é, circulou entre funcionários de uma mesma empresa e teve como tema algo relativo ao trabalho que eles executam. Ao contrário dos e-mails pessoais, os institucionais seguem as variedades urbanas de prestígio e revelam maior planejamento. Ainda assim, os leitores não estranham a presença de algum grau de informalidade, por reconhecerem que a escrita de e-mails responde a uma necessidade de envio rápido e prático de informações e solicitações, sem a rigidez de outros documentos institucionais.

Lembra?


São chamadas variedades urbanas de prestígio as variedades linguísticas usadas por indivíduos de maior escolaridade, moradores das áreas urbanas. São empregadas nas comunicações oficiais, nas produções acadêmicas, nos textos jornalísticos dos principais órgãos de imprensa, etc. Embora não possam ser identificadas como a “língua certa” — conceito que não existe quando se trata do uso da língua —, constituem a modalidade esperada nas comunicações formais.

Leia o e-mail, prestando atenção aos comentários feitos e refletindo sobre as questões propostas. Responda-as oralmente.



ARTE: MARCEL LISBOA/FOTOS: PIXABAY – CREATIVE COMMONS LICENSE – CC BY 4.0



O e-mail é um gênero que, provavelmente, todos os alunos conhecem bem. Sugerimos que seja feita uma leitura inicial e que os próprios alunos apontem as características do gênero. Você pode usar as questões para destacar aspectos relativos à formalidade.
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