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Volúpias dos violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices



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Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

Tudo nas cordas dos violões ecoa


E vibra e se contorce no ar, convulso...
Tudo na noite, tudo clama e voa
Sob a febril agitação de um pulso.

[...]


SOUSA, João da Cruz e. Violões que choram... In: JUNKES, Lauro (Sel. e pref.). Roteiro da poesia brasileira: Simbolismo. São Paulo: Global, 2006. p. 24-25. (Fragmento).

Constelando: enfeitando.
Ignotas: desconhecidas.
Pungem: atormentam.
Laceram: despedaçam.
Dolências: dores.
Veladas: disfarçadas.
Volúpias: prazeres.
Vórtices: turbilhões.
Página 125

Pensando sobre o texto



1 “Violões que choram...”, como você notou, parte de uma personificação.

a) Explique como esse recurso linguístico é construído no poema. Dê exemplos.

b) Que efeito de sentido tem a personificação no texto?

2 Nesse poema de Cruz e Sousa está o exemplo de aliteração mais conhecido da poesia brasileira. Explique essa afirmação recorrendo aos versos do poema.

3 Releia as duas últimas estrofes do poema transcrito e relacione o aspecto fônico das aliterações ao semântico, isto é, procure desvendar as relações entre som e sentido.

Fala aí


Você viu que, baseando-se em Richard Wagner, segundo o qual a emoção e a ideia são as duas necessidades básicas do ser humano, os poetas simbolistas associavam a música à satisfação da primeira necessidade e a literatura à satisfação da segunda.

Para você, o poema “Violões que choram...” ilustra essa tese? Fundamente sua opinião e dê novos exemplos (de músicas e de poemas) que deem conta dessas necessidades humanas.



Alcmeno Bastos, professor da UFRJ, defende que está em “Violões que choram...” o “mais famoso exemplo de aliteração da poesia brasileira” (Poesia brasileira e estilos de época. 2. ed. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2004. p. 89).



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