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Cruz e Sousa: uma obra revolucionária



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Cruz e Sousa: uma obra revolucionária

Pode um filho de escravos, vivendo em condições precárias e num ambiente preconceituoso, deixar como herança uma obra cuja originalidade é comparada à de simbolistas como os franceses Baudelaire, Rimbaud e Verlaine? Essa é a história de Cruz e Sousa.

A formação desse autor teve forte influência das tendências cientificistas que marcaram a segunda metade do século XIX e do movimento literário parnasiano. Em 1893, com a publicação de Missal (poemas em prosa) e Broquéis (poemas em versos), ele rompeu com uma série de convenções poéticas vigentes no Brasil desde o Arcadismo. Fugindo da lógica realista e parnasiana, o poeta desafiou seu leitor a entrar num universo misterioso, cheio de sons, símbolos, sensações, ambiguidades e sinestesias. Estava inaugurado o Simbolismo brasileiro.

BAPTISTÃO

Filho de ex-escravos, o catarinense Cruz e Sousa (1861-1898), numa época de forte discriminação racial, teve educação formal graças a um protetor. Atuou na imprensa defendendo ideias socialistas e a causa abolicionista. Somente aos 30 anos aderiu ao Simbolismo, tornando-se seu principal representante. Morreu de tuberculose aos 37 anos.

Leia o ensaio “Sob o signo de Cam”, de Alfredo Bosi, sobre a discriminação sofrida pelos autores negros brasileiros, como Machado de Assis e Cruz e Sousa. (Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 266.)



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