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Os quartetos do soneto de Camilo Pessanha são construídos com base em antíteses. Justifique essa afirmação



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1 Os quartetos do soneto de Camilo Pessanha são construídos com base em antíteses. Justifique essa afirmação.

2 Que paradoxo se apresenta a partir da segunda estrofe do soneto?

Lembra?


Antítese: figura de linguagem em que as palavras ou expressões estabelecem oposição de ideias.
Paradoxo: figura de linguagem que consiste na associação de palavras ou expressões de significados inconciliáveis, contraditórios, de um mesmo referente.

3 Como o eu lírico define a dor?

4 Essa definição de dor é objetiva, precisa? Explique.

5 Releia a última estrofe e responda: Qual é a justificativa do eu lírico para desejar a dor que o atormenta?

O soneto “Caminho” apresenta uma das marcas da poesia de Camilo Pessanha: a ambivalência de sentimentos (bipolaridade). Embora queira afugentar a dor que o atormenta, o eu lírico tem consciência de que ela é tudo o que possui, por isso precisa vivê-la.

Há na poesia de Camilo Pessanha um pessimismo — tipicamente decadentista — que, no entanto, está dissociado da angústia e da melancolia. A dor transforma-se em Dor (de existir), condição da qual o Homem não pode fugir.
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Atividade - Textos em conversa

Os textos 1 e 2, que você vai ler a seguir, foram escritos por representantes significativos do Simbolismo europeu. O primeiro é o parágrafo inicial de “Música e sugestão”, de Charles Baudelaire. O segundo é composto das duas primeiras estrofes de “Arte poética”, de Paul Verlaine (1844-1896), que trata da relação entre música e poesia. O texto 3 é a letra de uma canção gravada pelo grupo mineiro Skank, em 2010.

Texto 1

Sempre ouvi dizer que a música não pode vangloriar-se de traduzir seja o que for com exatidão, como acontece com a palavra ou a pintura. Isso é verdadeiro até certo ponto, mas não inteiramente verdadeiro. Ela o traduz a seu modo, e com os meios que lhe são próprios. Na música, como na pintura e até mesmo na palavra escrita, que é no entanto a mais positiva das artes, há sempre uma lacuna a ser completada pela imaginação do ouvinte.

BAUDELAIRE, Charles. Música e sugestão. In: GOMES, Álvaro Cardoso. A estética simbolista: textos doutrinários comentados. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1994. p. 47. (Fragmento).

Texto 2

Antes de qualquer coisa, música


e, para isso, prefere o ímpar
mais vago e mais solúvel no ar,
sem nada que pese ou que pouse.

É preciso também que não vás nunca


escolher tuas palavras sem ambiguidade:
nada mais caro que a canção cinzenta
onde o Indeciso se junta ao Preciso.

[...]


VERLAINE, Paul. Arte poética. Trad. Gilberto Mendonça Teles. In: TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. 20. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012. p. 77. (Fragmento).

ARTE: MARCEL LISBOA/FOTOS: GRATISOGRAPHY – CREATIVE COMMONS LICENSE – CC BY 4.0



1 Por que Baudelaire, no texto 1, afirma não ser inteiramente verdadeiro o fato de a música não traduzir “seja o que for com exatidão”, como ocorre com a palavra ou a pintura? Você concorda com o poeta? Justifique.

2 No primeiro quarteto de “Arte poética” (texto 2), o eu lírico procura se comunicar com outros poetas.



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