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Racionalismo: combate à emoção



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4. Racionalismo: combate à emoção

Na poesia parnasiana, o sentimentalismo romântico — reforçado pela presença explícita de um “eu” que sofre, ama, odeia, lamenta — cede lugar ao racionalismo. É frequente o uso da terceira pessoa (em lugar da primeira), e o poeta coloca-se como um observador que apenas constata. Retome o poema de Bilac que abre este capítulo e atente para o fato de que nele se fala de (e com) um poeta (o “beneditino”), mas não há marcas efetivas de um “eu”.

Nem sempre, porém, os poetas parnasianos foram bem-sucedidos em suas tentativas de criação do Belo a partir da total objetividade e do distanciamento. As referências à Antiguidade greco-latina, por exemplo, soam artificiais em muitos textos, e as meras descrições de objetos tornam, algumas vezes, o poema superficial.



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