Se liga na língua: literatura, produção de texto, linguagem



Baixar 11.7 Mb.
Página134/665
Encontro29.07.2021
Tamanho11.7 Mb.
1   ...   130   131   132   133   134   135   136   137   ...   665
A arte pela arte

No final do século XIX, uma discussão dominava alguns círculos intelectuais: qual seria a função da arte? Essa discussão remonta à Antiguidade. Pensadores como Aristóteles e Horácio refletiram a respeito, sem chegar a um consenso.

Bem mais tarde, durante o Romantismo, os escritores Goethe, Schiller e Victor Hugo, entre outros, também exploraram o tema. Em 1856, Théophile Gautier divulgou um manifesto na França que imortalizou a expressão “arte pela arte”. Segundo ele, a arte seria autônoma, independente, e não deveria constituir um meio, mas um fim em si mesma. Em outras palavras, para o escritor francês, a arte não tinha obrigação de se ocupar de temas sociais, políticos, etc. (como defendiam os realistas-naturalistas), mas de expressar o Belo, conquistado, no caso da poesia, à custa de um trabalho intenso com a palavra. No final do século XIX, Baudelaire, Oscar Wilde e Edgar Allan Poe aderiram a esse ideal, cultuando quase uma “religião da Beleza” na arte.

Inspirados na concepção da “arte pela arte” de Gautier, os parnasianos brasileiros pregaram, entre outros, os seguintes preceitos para a poesia:



Nos anos de 1866, 1871 e 1876, foram lançadas na França três edições da antologia Parnasse Contemporain, reunindo poe mas de artistas como Théophile Gautier, Théodore de Banville e Leconte de Lisle. Embora muito diferentes, esses poetas tinham em comum a valorização da impessoalidade (bastante apreciada pelos realistas), o gosto pela descrição detalhada e o culto à forma (métrica perfeita, rimas ricas, formas fixas, etc.).



Compartilhe com seus amigos:
1   ...   130   131   132   133   134   135   136   137   ...   665


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal