Se liga na língua: literatura, produção de texto, linguagem


O cortiço: o romance do coletivo



Baixar 11.7 Mb.
Página124/665
Encontro29.07.2021
Tamanho11.7 Mb.
1   ...   120   121   122   123   124   125   126   127   ...   665
O cortiço: o romance do coletivo

Principal romance de Aluísio Azevedo, O cortiço retrata um tempo e um espaço bem específicos: o Rio de Janeiro às vésperas da abolição da escravatura e da instauração da República. Aluísio atentou para um tipo de moradia que não parava de aumentar na cidade: o cortiço, com seus proprietários exploradores, geralmente estrangeiros.

No romance, narrado em terceira pessoa, o ambicioso e desonesto português João Romão, amante de uma escrava recém-fugida, a quitandeira Bertoleza, é proprietário de uma habitação coletiva, construída à custa da exploração humana. Aos poucos, esse homem adquire terrenos onde ergue precários cômodos e casebres miseráveis, habitados por famílias simples, cujos dramas são focalizados nos vinte e três capítulos da obra. Paralelamente, narra-se a história de um rico comerciante de tecidos, o português Miranda, que se muda para um confortável sobrado ao lado do cortiço, em um terreno mais elevado, com sua esposa Dona Estela, a filha Zulmirinha e agregados. Assim, configuram-se duas realidades opostas (a da gente de cima e a da gente de baixo) e não demora para que Miranda e João Romão entrem em conflito.

Cortiço no Morro da Conceição, Rio de Janeiro, 1902.

ACERVO ICONOGRAPHIA
Página 93

Nesse romance, têm destaque as cenas coletivas, e o cortiço transforma-se em verdadeiro personagem, como se pode observar no texto a seguir, extraído do primeiro capítulo da obra.





Compartilhe com seus amigos:
1   ...   120   121   122   123   124   125   126   127   ...   665


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal