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Aluísio Azevedo: retratista de coletividades



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Aluísio Azevedo: retratista de coletividades

No Brasil do século XIX, em geral, os escritores não conseguiam viver apenas de sua produção literária. O maranhense Aluísio Azevedo (1857-1913) foi um dos poucos autores que se arriscaram a fazê-lo. Após um período no Rio de Janeiro, onde trabalhou como caricaturista, voltou à cidade natal e envolveu-se na imprensa de oposição, escrevendo crônicas que satirizavam a conservadora sociedade maranhense. Escreveu também contos, operetas, revistas teatrais e muitos folhetins. De sua extensa produção destacam-se os romances O mulato (1881), Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890).

Seguindo o modelo de Émile Zola, que traçou um painel sobre o povo pobre e explorado na série de romances dos Rougon-Macquart, Aluísio Azevedo anunciou, em 1885, que pretendia realizar um projeto denominado Brasileiros antigos e modernos, composto de cinco romances sobre o Brasil, abarcando de 1820 a 1887. Dessas obras prometidas, o autor produziu apenas uma, O cortiço, considerado o grande romance naturalista brasileiro.

Em seu estudo sobre o autor maranhense, Alfredo Bosi afirma: "Em Aluísio Azevedo a influência de Zola e Eça é palpável; e, quando não se sente, é mau sinal: o romancista virou produtor de folhetins" (História concisa da literatura brasileira. São Paulo, Cultrix, 2006. p. 187).

Sabia?


Em 1857, ano de nascimento de Aluísio Azevedo, foram publicados O Guarani, de José de Alencar, e Madame Bovary, de Gustave Flaubert, romances do Romantismo brasileiro e do Realismo francês, respectivamente.



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