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Marcos literários

A Questão Coimbrã (1865) marca o início do Realismo português, cujo término se dá por volta de 1890, quando Eugênio de Castro publica Oaristos, obra que inaugura o Simbolismo.



BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL, LISBOA

O Cassino Lisbonense foi um importante espaço de discussão dos autores realistas portugueses (postal ilustrado, s.d.).
Página 73

Eça de Queirós: o crítico

O autor realista Eça de Queirós (1845-1900) é considerado um dos mais importantes prosadores da literatura portuguesa. Escreveu romances, contos, literatura de viagens, textos jornalísticos, etc. Analisando sua obra, podemos dividi-la em três fases:

Primeira fase: momento de clara influência romântica. Eça dedicou-se a produções de mistério e fantasia. O romance policial O mistério da estrada de Sintra (1871) reúne ingredientes típicos do Romantismo, como a paixão enlouquecida, o terror, o suspense e o desfecho improvável.

Segunda fase: momento realista, iniciado com a publicação do romance O crime do padre Amaro (1875). Atacou a monarquia, a hipocrisia da família burguesa lusitana e a Igreja. Influenciado pela literatura de Flaubert e Balzac, compôs com ironia e sutileza um painel da sociedade portuguesa de sua época. Fazem parte dessa fase obras como O primo Basílio (1878), A relíquia (1887) e Os Maias (1888).

Romancista francês do Realismo, autor de A comédia humana, série de histórias divididas em romances, novelas e contos, cujos protagonistas se distribuem por todas as classes sociais.

Terceira fase: momento idealista, em que Eça abandona a ironia e o cientificismo e transforma-se em um memorialista que investiga o sentido da vida humana numa linguagem mais poética e menos objetiva. Pertencem a esse momento os romances O mandarim (1879), A ilustre casa de Ramires (1900), A cidade e as serras (1901), os contos “Singularidades de uma rapariga loura”, “Perfeição” e “Suave milagre”, entre outras obras.



BAPTISTÃO

Eça de Queirós, o principal romancista do Realismo português.

Biblioteca cultural

Leia “Singularidades de uma rapariga loura” em: .

A carta que Eça de Queirós escreveu a Teófilo Braga data de 12 de março de 1878 e foi escrita em Newcastle, no Reino Unido. Utilizamos como base para citação a seguinte edição: QUEIRÓS, Eça de. O primo Basílio. Introdução de Augusto Pissarra. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. p. 412-415. (Biblioteca Folha; 2).



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