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Quadro 1 - População do Brasil por etnia em 1583



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História do contato entre línguas no Brasil - lucchesi
Quadro 1 - População do Brasil por etnia em 1583
Fonte: Silva Neto, 1951 [1963, p.79].
O advento do ciclo das minas no século XVIII intensificará o tráfico negreiro,
aumentando o número de africanos na composição étnica brasileira. Entretanto, o
segmento que mais cresceu nesse período foi o de colonizadores portugueses,
atraídos para o Brasil pela riqueza do ouro. O Quadro 2 apresenta dados do censo
realizado em 1798.
GRUPO ÉTNICO
Nº DE HABITANTES
Brancos
1.010.000
Mestiços livres
406.000
Mestiços escravos
221.000
Negros escravos
1.361.000
Índios
250.000
Total
3.248.000
Quadro 2 - População do Brasil por etnia em 1798
Fonte: Azevedo, 1975, p.14-15.
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Assim, os colonizadores brancos constituem quase 30% da população,
enquanto os escravos negros seriam quase a metade do total de habitantes da
Colônia; entre esses “o número de crioulos superava o número de africanos”
(MUSSA, 1991, p.160). O número de mestiços cresce muito, graças, sobretudo, à
maior presença dos colonizadores brancos. Verifica-se também, no período, um
deslocamento populacional do Nordeste para o Sudeste do país. Essa tendência se
manterá no século XIX, em função do ciclo do café. Para esse período, dispõe-se
dos censos de 1850 e 1890, cujos resultados são apresentados no Quadro 3.
GRUPO ÉTNICO
1850
1890
Brancos
2.482.000
6.302.198
Mestiços
2.732.000
5.934.291
Negros
2.500.000
2.097.426
Índios
302.000
- - -
Total
8.020.000
14.333.915
Quadro 3 - População do Brasil por etnia em 1850 e 1890
Fonte: Chiavenato, 1980, p.237, com adaptações.
Nesse período, os brancos são o grupo que mais cresce em termos absolutos,
com o segundo maior crescimento em termos relativos, atingindo mais de 40% do
conjunto da população brasileira. Isso se deve ao crescimento vegetativo desse
segmento e ao aumento da imigração portuguesa e europeia. Deve-se considerar
também os casos de “branqueamento” de mestiços que ascenderam socialmente,
sendo o mais expressivo o do grande escritor Machado de Assis, que é caracterizado
como mestiço, em sua certidão de nascimento, e como branco, em seu atestado de
óbito. Do número total de mestiços, nos dados de 1890, deve ser tirado algo em
torno de no máximo 300.000, relativamente ao número de índios aí incluídos.
Mesmo assim, o número de mestiços aumenta em quase dez vezes, em menos de
cem anos, o que revela as enormes dimensões do fenômeno da miscigenação no
Brasil. O número de negros aumenta de 1.361.000 para 2.500.000, entre 1798 e
1850; e cai para pouco mais de 2.000.000, em 1890. O crescimento se deve às
proporções espantosas que o tráfico negreiro assumiu na primeira metade do século
XIX, apesar das proibições; e o decréscimo resulta do fim do tráfico em 1850.
Nesse período, “o número de crioulos já ultrapassava com certeza o número de
africanos entre os negros livres ou escravos” (MUSSA, 1991, p.163).
Os dados percentuais, apresentados por Mussa, referentes à composição
étnica da sociedade brasileira no período de 1583 a 1890 (Tabela 1) correspondem,
em linhas gerais, aos aqui já referidos.
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