Rui barbosa e o pensamento educacional brasileiro



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Encontro17.03.2020
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Considerações Finais

Em linhas gerais a atividade proposta desenvolveu-se dentro da normalidade, como a presença de estudantes que, ao seu modo, desejaram conhecer, de modo mais contundente dos caminhos do debate filosófico-educacional no Brasil e, em especial, Rui Barbosa. Buscou-se apresentar os aspectos fundamentais defendidos por Rui Barbosa quando elaborou as reformas, como a obrigatoriedade, a liberdade de ensino, a gratuidade, entre outros. Porém, ainda, era necessário reformar os métodos e os programas que, não obstante, foram muito bem discutidos em seus pareceres. Segundo ele, esses seriam capazes de reformular a preferência ao catecismo e ao emprego da memorização, já que advertia que tudo que havia sido utilizado até então, deveria ser descartado e, em seu lugar, adotada uma nova metodologia, capaz de reformar completamente o ensino. Ele desejava construir um sistema nacional de ensino, para tanto considerou necessário mudanças em todos os segmentos educacionais. Suas ideias resultaram de muitos estudos e reflexões, ele era um homem atento às discussões educacionais de seu tempo e dialogava com muitos interlocutores, muitos favoráveis ao seu posicionamento e outros contrários. Por isso, precisava convencer os opositores, sobretudo, deputados “desatentos” sobre as vantagens de um país esclarecido. O pensamento iluminista, que fervilhava na Europa e valorizava as práticas científicas e o ideal de liberdade, fraternidade e igualdade, foi determinante para que o Marquês de Pombal expulsasse os padres jesuítas no século 18, seus ideais, a grosso modo, incorreram em defesas, no campo educacional, que ainda hoje compõe a pauta de movimentos em defesa à educação, tanto nos que evidenciam a concepção de um liberal como os que se opõe. No cerne desse debate a educação, o ensino, a formação humana.

No tocante ao debate filosófico-educacional, volver esforços acerca do pensamento de um autor, no caso Rui Barbosa, promove o debate acalorado sobre as diferentes teses que permitem compreender os rumos da educação no Brasil, seus problemas e suas fontes. Ao tomar os problemas atuais, nesse cenário, percebe-se o turbilhão de ideias que sustentam práticas nem sempre esclarecidas ou mesmo, compreendidas à extensão que a problemática posta merece, por se tratar, numa primeira e talvez, mais relevante questão: a formação humana como princípio. Como se depreende do exame de sua atividade pública e intelectual, Rui esteve engajado na crítica do status quo republicano. Para levar a cabo tal crítica, o autor muniu-se não apenas das armas teóricas fornecidas pelo liberalismo político, mas ao investigar as razões da corrupção e do atraso intelectual propõe o acesso à educação como antídoto a essa problemática.

Coloca ao cenário nacional o debate sobre a democracia e consequente tensão entre o normativo e o empírico. Para ele, uma autêntica democracia liberal não poderia ser resumida à autorização eleitoral dos governantes. Para que pudesse ser expressa, a vontade da nação dependia de um espaço público relativamente autônomo, a ser promovido pela educação. Daí a relevância em visitar autores que, ao seu modo, se propuseram a pensar questões basilares sobre a cultura e a organização das instituições. Instigar tal debate e evitar a dogmatização de teses parece ser uma das tarefas mais caras ao ensino de filosofia.






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