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Flávio Bezerra de Farias



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Flávio Bezerra de Farias

veracidade na Revolução Russa, de maneira prática e especifi cada, 

numa análise concreta de uma experiência determinada no tempo 

e no espaço – foi adotado por Bloch (1981) como premissa geral de 

sua última obra (dedicada à memória da comunista democrata Rosa 

Luxemburg),  Experimentum  Mundi,

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  cujos  subtemas  principais,  a 



saber: “[...] questão, categorias da elaboração, práxis foram reunidos 

em seis subconjuntos de categorias científi cas de predicações lógicas, 

dimensões temporais-espaciais, objetivações no seio de transmissões 

causais e fi nais, manifestações através das fi guras e das fi guras pro-

cessuais, comunicações em domínios-setores e, enfi m, tentativas de 

realização do Quenum O qual, cujos dados fundamentais são fi na-

listas, lógicos e objetivos, de modo que “[...] as categorias, na medida 

em que concernem um processo, estão elas mesmas em processo” de 

totalização dialética envolvendo um que-impulsão como generalida-

de e um “[...] o qual-conteúdo” concreto como especifi cidade (BLO-

CH, 1981, p. 67-69, 233-234). Assim,

[...] o processo em marcha para a substância fi nal, em virtude de 

sua intenção humana e de sua tendência objetiva ainda em pleno 

labor, que nem teve sucesso nem por isto mesmo fracassou, e que 

o leva para a essência, tem no ser o estatuto de uma aurora, de uma 

contraofensiva, de um sol levante. Deste modo, a perspectiva das 

perspectivas é exatamente esta: o mundo não passa de uma vasta 

e perpétua questão na busca de um sentido que somente ele ma-

taria a fome, mas que é preciso fazer sair dele– com o Mais aberto 

e o ultimum em suspenso da possibilidade objetiva real. Por isso 

mesmo é que se produza grande rotação-elevação que faz sair da 

imediatidade, aquela que traduz o processo do mundo – com, no 

sujeito, uma antecipação ativa que vise a felicidade, que, numa so-

ciedade sem mestres nem escravos, vise à solidariedade de todos 

enfi m possível, consequentemente, a liberdade e a dignidade hu-

mana, e que, na natureza a qual cessamos enfi m de conceber como 

um objeto estranho ao qual não temos nenhuma implicação, vise 

um Lar (BLOCH, 1981, p. 239).

Conforme as categorias do método crítico e revolucionário, 

somente fi ca fi xado a priori o fato de que são relações de uma dialé-

tica do universal e do específi co, em suma, um todo que se exprime 

por um silogismo, de um lado; e, do outro, pertencem no seu todo a 

uma relação primeira de natureza concretamente pensada segundo a 

lógica dialética, estruturalmente dinâmica e teleologicamente deter-

minada. Assim,





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