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A REVOLUÇÃO RUSSA E O MARXISMO DO SÉCULO XX



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A REVOLUÇÃO RUSSA E O MARXISMO DO SÉCULO XX

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chama subjetivamente felicidade e objetivamente fi m da alienação. 

(BLOCH, 1981, p. 180).

Trata-se de uma referência importante para Bloch e para seu 

amigo  Benjamin.  Ambos  os  pensadores  marxistas  estavam  solida-

rizados e marcados pela experiência revolucionária russa, pelas di-

taduras fascistas, assim como pelas guerras civis nacionais e impe-

rialistas mundiais, de um lado; e, do outro, pela perspectiva aberta 

pelo  jovem  Lukács  de  História  e  consciência  de  classe,  tanto  para 

um marxismo utópico concreto próprio à contribuição de Ernst Blo-

ch (1981, 1982, 1991), quanto para um marxismo utópico redentor 

à contribuição de Walter Benjamin (1983, 2000, 2009). Parece que, 

nas suas análises concretas, eles construíram as respectivas utopias 

atribuindo pesos relativos distintos às categorias envolvidos na an-

tinomia histórica otimismo versus pessimismo, agnosticismo versus 

messianismo, passado versus futuro nas situações concretas opressi-

vas que experimentavam. Assim,

Walter Benjamin estava longe de ser um pensador “utopista”. Con-

trariamente  a  seu  amigo  Ernst  Bloch,  estava  menos  preocupado 

com o “princípio esperança” do que com a necessidade urgente de 

organizar  o  pessimismo,  menos  interessado  pelos  “amanhãs  que 

cantam” do que pelos perigos iminentes que espreitam a humani-

dade. (LÖWY, 2009, p. 151).

Entretanto, ambas as abordagens estão rigorosamente referen-

ciadas no princípio metodológico hegeliano-marxista da totalização 

concreta (microanalisada em Benjamin, macroanalisada em Bloch), 

cuja riqueza de determinações implicam aspectos materialistas, dia-

léticos e históricos, a saber: 1º envolve, contra a opressão do prole-

tariado, uma experiência de totalização entre teoria revolucionária e 

práxis revolucionária que é realizada efetivamente na atualidade do 

mundo real, como um todo social e histórico aberto, e portanto, en-

volve especifi camente, num mesmo silogismo histórico a exploração 

econômica, a dominação política e a humilhação social do homem 

pelo homem ; 2º envolve, em geral,uma relação entre luta de classes 

e história da sociedade burguesa, em que a gênese da opressão do 

proletariado (no passado), o seu desenvolvimento no presente e a sua 

superação no futuro, através de uma antecipação concreta, e, portan-

to, insere a subjetividade revolucionária e a objetividade a ser revolu-

cionada num mesmo processo estruturado e dinâmico, histórica ete-

leologicamente determinado. Embora seja útil uma breve análise do 

primeiro aspecto, abaixo, faz-se uma abordagem mais desenvolvida 





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