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A REVOLUÇÃO RUSSA E O MARXISMO DO SÉCULO XX



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A REVOLUÇÃO RUSSA E O MARXISMO DO SÉCULO XX

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conforme o princípio liberdade, que passou a ser considerado como 

inerente à consciência e à existência do proletariado para si. Assim,

[...] a liberdade é ação consciente, esforço e luta que tendem a rom-

per os antigos vínculos de restrição, a fi m de criar um novo sistema 

econômico e social. A conquista decisiva e defi nitiva da liberdade, 

é a criação de um novo Estado no qual a classe operária cesse de 

ser subalterna, se afi rme plenamente como força dirigente de todo 

o processo de vida social. Evidentemente, isto poderia ser somente 

fórmulas novas se não tivessem sido o fruto de um grande movi-

mento de classe real como foi a luta dos conselhos de usina de Tu-

rim. Doutrina, ação e cultura tornavam-se, neste movimento, uma 

só coisa. (TOGLIATTI, 1977, p. 340).

Portanto, certas heranças gerais e específi cas da experiência 

conselhista de Turim foram resgatadas, sem erros ou desvios econo-

micistas, corporativistas e obreiristas, na construção gramsciana do 

partido comunista italiano, desde a formação de seu grupo dirigente, 

em 1923-1924, até os Cadernos do cárcere, em 1929-1936, escritos 

por Gramsci (2001). Trata-se de um marxista pouco ortodoxo, até 

mesmo quanto ao princípio geral marxiano de formação econômi-

ca e social, ao desenvolver a categoria de bloco histórico, especifi ca-

mente, na abordagem da revolução no ocidente. 

Na  sua  maturidade,  Gramsci  (2001,  p.  764)  desenvolveu  a 

ideia geral segundo a qual o princípio liberdade proletária é ineren-

te  ao  seu  movimento  emancipatório,  historicamente  determinado, 

“[...] numa doutrina do Estado que o concebe como passível tenden-

cialmente de extinção e resolução na sociedade regulada”, conquista-

da pela ação revolucionária de um partido comunista organicamente 

vinculado à genericidade proletária, nas suas lutas tanto jurídicas e 

políticas pela “[...] absorção da sociedade política na sociedade ci-

vil.”  (GRAMSCI,  2001,  p.  662),  quanto  socioeconômicas  pelo  fi m 

efetivo da opressão capitalista, formando um novo bloco histórico 

(GRAMSCI, 2001, p. 1051-1052) liberado da luta de classes. Enfi m, 

na hipótese historicista, inspirado no pensamento gramsciano, a es-

tratégia da revolução permanente, sob a forma praticada por Trotsky 

e Lenin na experiência russa, isto é, no caso de guerra de movimento 

no contexto do bloco histórico, seria reservada aos países orientais 

ou periféricos.






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