Ronaldo vainfas


ROTEIRO DE ESTUDOS (p. 172-173)



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ROTEIRO DE ESTUDOS (p. 172-173)

Para organizar

1. O ditado demonstrava o medo que as populações europeias, e os tripulantes dos navios em particular, tinham não só do oceano (afinal, acreditava-se que o mar era a morada de seres terríveis e que além dele havia terras fantásticas, com monstros ou anjos), mas também das terras e de seres desconhecidos. Era um tempo em que se considerava o sobrenatural como uma realidade concreta. O ditado português, especificamente, refere-se ao fato de que era preciso rezar e ter muita fé para que nada de ruim acontecesse aos que se arriscassem nas navegações.

2. A conquista de Ceuta, em 1415, a primeira efetuada pelos portugueses, abriu caminho para todas as demais que Portugal promoveria. Com essa conquista, Portugal passou a controlar parte do comércio que se desenvolvia no Mediterrâneo, a partir dessa cidade.

3. Não, uma vez que a primeira conquista portuguesa ocorreu em 1415, com a tomada da cidade de Ceuta. Assim, na década de 1460, Portugal já havia feito boa parte do reconhecimento da costa ocidental africana.

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Além disso, os turcos não chegaram a interromper totalmente o comércio de especiarias no Mediterrâneo, pois a rota do mar Vermelho, controlada por Veneza, permaneceu intocada até o início do século XVI.



4. Pode-se considerar uma lenda. Como o infante d. Henrique foi grande incentivador das navegações, criou-se a lenda de que sua casa, no Algarve, abrigava um centro de estudos náuticos.

5. Os interesses portugueses na África estavam voltados à exploração das terras, obtenção de ouro e escravos, com formação de uma economia açucareira e de produção de trigo no arquipélago da Madeira e a criação de gado e a cultura de cereais no arquipélago dos Açores. Além disso, os portugueses passaram a promover um lucrativo comércio na costa da África, trocando armas, cobre, cavalos e tecidos pelo ouro sudanês. Já os interesses na Índia se relacionavam com especiarias e sedas, produtos de enorme valor e procura na Europa. Portanto, apesar de o maior objetivo dos portugueses ao iniciar as Grandes Navegações ser o comércio de sedas e especiarias com a Índia, ao contornar o continente africano obtiveram, nesse território, um lucrativo comércio de minerais e colonizaram regiões que trariam riquezas, como o açúcar e cereais.

6. Os portugueses não se interessaram pela proposta de Colombo, entre outros motivos, por estarem há décadas explorando a costa africana, onde conseguiam bons resultados comerciais, com mercadorias como o ouro, o marfim, a pimenta e os escravos. Não se aventuraram, portanto, a atuar em duas frentes.

7. Colombo sonhava encontrar o Paraíso Terrestre e acreditava poder retomar Jerusalém com as riquezas que pensava obter nas Índias.

8. Um acordo diplomático entre Portugal e Espanha pelo qual se traçou uma linha imaginária a 370 léguas a oeste da ilha de Cabo Verde, no Atlântico: as terras a leste dessa linha seriam portuguesas; as terras a oeste seriam espanholas.

9. Resposta pessoal. Essa polêmica se baseia na disputa entre Portugal e Espanha ocorrida com a determinação da bula papal Inter Coetera, de 1493, na qual o papa dividia o mundo ultramarino entre os dois reinos. A bula previa que as terras a leste da linha imaginária, traçada a 100 léguas a oeste da ilha de Cabo Verde, no oceano Atlântico, seriam de Portugal, e as terras a oeste dessa linha pertenceriam à Espanha. Portugal protestou contra o que considerava um privilégio concedido à Espanha. Diante disso, foi assinado, em 1494, o Tratado de Tordesilhas, que ampliava de 100 para 370 léguas os limites estabelecidos no ano anterior. O empenho de Portugal para mudar esses limites é considerado uma das provas de que os portugueses sabiam da existência de terras a oeste do oceano Atlântico. Sabiam também que o controle dessas terras lhes permitiria o monopólio da rota para as Índias. Considerando a hipótese, a descoberta não se tratou de uma casualidade, mas sim de um ato planejado. Além disso, a carta de Pero Vaz de Caminha sobre a chegada às novas terras, endereçada ao rei d. Manuel, não demonstra nenhum sinal de surpresa com o "achamento" efetuado por Cabral.

10. Os conquistadores espanhóis, além de possuírem armas superiores às dos exércitos asteca e inca, assustaram-nos com tiros de canhão e cavalos, já que esses povos nunca haviam visto tais coisas. Além disso, nos dois casos havia a crença de que personagens lendárias reapareceriam a fim de anunciar o fim dos tempos - no caso asteca, o deus Quetzalcoatl e, no caso inca, um herói chamado Viracocha. Os espanhóis foram confundidos justamente com tais personagens, sendo por isso muito respeitados. Por fim, provavelmente o fator mais significativo para a derrota de ambos os impérios foi o apoio que os espanhóis receberam dos povos dominados por astecas e incas, os quais desejavam ficar livres de tal subordinação. Com isso, os impérios se viram diante de uma guerra que não contava somente com os desconhecidos recém-chegados do mar, mas também com povos conhecidos que há muito tempo aguardavam um momento para rebelar-se contra as constantes tributações.


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