Ronaldo vainfas



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Leitura complementar

Havia negócios particulares no antigo Egito?

Em 1922, uma expedição arqueológica do Museu Metropolitano de Nova York descobriu sete papiros, conhecidos em inglês como The Hekanakhte papers - os documentos de Hekanakhte, sacerdote funerário e proprietário de terras no II milênio a.C. Interpretando esse material, o egiptólogo brasileiro Ciro Cardoso chegou a conclusões importantes sobre a vida econômica daquela sociedade.

Tendo o controle total dos bens da família, Hekanakhte pôde manter à sua volta os seus filhos adultos e adolescentes como mão de obra, além de um empregado de confiança casado e diversas criadas aparentemente solteiras. Configura-se, deste modo, uma unidade doméstica expandida, já que compreende duas gerações de adultos. As mulheres adultas da família provavelmente fiassem e tecessem: sabemos que tais atividades eram desenvolvidas na sede da unidade doméstica, além de fiação e tecelagem adicionais serem também contratadas (...) Na unidade doméstica chefiada por Hekanakhte havia mais do que as dezessete pessoas que aparecem mencionadas como membros dela, pelo nome ou de outro modo (...) Não sabemos se todos habitavam de fato a mesma casa rural; mesmo na hipótese de viverem os membros casados da "casa" em residências menores na mesma aldeia, tratar-se-ia de qualquer modo, muito evidentemente, de uma unidade econômica e administrativa, mantida em torno do sacerdote funerário pelo controle exclusivo que exercia sobre o patrimônio. Hekanakhte via, sem dúvida alguma, o patrimônio da unidade doméstica sob sua direção como algo unitário e que lhe pertencia com exclusividade, já que em três ocasiões se refere a "toda a minha propriedade" (literalmente: "cada coisa minha"). Tinha também, segundo parece, a noção de chefiar uma unidade doméstica (...). Considerava-se responsável pelos bens e pelas pessoas: "todas as pessoas da casa são como meus filhos e tudo é meu". (...) Seus filhos, que lavravam a terra, cuidavam do gado ou agiam de qualquer outra maneira por ele estabelecida como trabalhadores da unidade doméstica, bem como as mulheres da casa (que fiavam e teciam), recebiam rações consideradas explicitamente como remunerações.

CARDOSO, Ciro Flamarion. "As unidades domésticas no antigo Egito". In: Cantareira - Revista Eletrônica de História. UFF. Niterói, v. 3, n. 3, 2007. Disponível em: www.historia.uff.br/cantareira/mat/art8.htm. Acesso em: 15 fev. 2016.




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