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Combate à discriminação das alteridades



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Combate à discriminação das alteridades

No campo da historiografia existe uma massa crítica substantiva quanto à história das relações de gênero e à história da sexualidade, uma e outra engajadas no combate aos preconceitos misóginos e homofóbicos da nossa sociedade. Iniciado na década de 1980, esse campo de pesquisa cresceu e apurou suas metodologias nas últimas décadas, em especial nos cursos de pós-graduação do país. No caso da história das relações de gênero, as historiadoras Rachel Soihet e Joana Pedro - pioneiras nas pesquisas deste campo - publicaram um balanço sobre o estado-da-arte das pesquisas brasileiras em 200723, tempo em que a área já estava bem consolidada no país.



23. SOIHET, Rachel; PEDRO, Joana. A emergência da pesquisa da história das mulheres e das relações de gênero. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 27, n. 54, 2007.

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No caso da história da sexualidade, livro recente de Mary Del Priore24 pode orientar sobre os percalços desse campo de estudos desde a década de 1980.

Novamente Mary Del Priore nos socorre em um campo de pesquisas ainda incipiente, se comparado aos dois campos citados anteriormente. Ela organizou, em 1991, uma obra clássica sobre a infância na história brasileira desde o período colonial 25 .

Quanto aos adolescentes e aos idosos, as melhores referências se encontram na bibliografia francesa. A História da velhice no Ocidente26 e a História dos jovens27 podem orientar o professor sobre os dois campos de estudos na historiografia do século XX.

Realçar o feminismo, coletivo e individual, como tentamos fazer, é um passo importante no combate ao sexismo misógino até hoje presente, embora sob fogo cerrado.

O combate à homofobia também esteve presente no ânimo dos autores, ao menos em algumas passagens-chave, como na alusão ao homoerotismo dos grandes artistas do Renascimento italiano ou no destaque às perseguições de homossexuais pelo nazismo, estigmatizados com o triângulo rosa no uniforme de prisioneiros, milhares deles executados durante a Segunda Guerra Mundial.

A valorização dos grupos oprimidos na História foi, sob vários aspectos e nas mais diversas sociedades e períodos, matéria de atenção especial desta coleção. Antes de tudo porque a exclusão e opressão de minorias, bem com as lutas dos oprimidos e excluídos, é marca essencial da História em todos os períodos e sociedades. Mas, sobretudo, porque na história dos livros didáticos brasileiros passou-se de um silêncio ensurdecedor, entre meados do século XIX e o último quartel do século XX, para um grito voluntarista. Nos dois casos, os estudantes ficam longe de conhecer a História, nas suas sutilezas e ambiguidades - características humanas -, em prejuízo de uma educação cidadã, democrática e tolerante em face das diferenças.




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