Ronaldo vainfas


Importância de conteúdos convencionais



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Importância de conteúdos convencionais

Nesta altura, interessa-nos explicitar o que entendemos como a informação histórica necessária para um livro didático de história para estudantes do Ensino Médio.

A inserção ou exclusão de um fato depende tanto do objeto estudado quanto do sujeito historiador. Logo, depende do olhar que o autor lança sobre a matéria estudada, suas opções teóricas, enfim, sua subjetividade. O que é desnecessário para uns pode ser essencial para outros na exposição dos processos históricos. Isso vale para os pesquisadores, historiadores, autores de livros didáticos e, certamente, para os professores de História.

Em todo caso, Carlo Ginzburg, em texto clássico, chamava a atenção para o fato de que a História é "uma ciência do particular", devendo renunciar por vocação às explicações muito gerais. Exatamente por esta circunstância da História como forma de conhecimento, o autor considera fundamental que os envolvidos com a produção do conhecimento histórico (e incluiríamos, de nossa parte, com a divulgação e o ensino de História) façam esforço máximo para controlar as subjetividades.

Uma boa estratégia para alcançar tal controle residiria na fidelidade à informação factual, contraposta à imaginação ou a derivações, carentes de comprovação documental. Isso nos faz retornar à questão central deste item: qual é a informação histórica que merece constar de um livro didático para os anos do Ensino Médio?

A coleção deve mostrar a importância da História como conhecimento humanista e contribuir para a formação do estudante enquanto cidadão. Se o ensino de História conseguir alcançar tais objetivos, já terá feito muito.

Na "arquitetura da informação do livro didático", consideramos que a factualidade necessária deve, de um lado, incluir personagens e episódios suficientes para ambientar os estudantes no contexto histórico trabalhado; de outro lado, tais elementos (personagens e fatos) devem estar articulados a uma questão central do período e/ou tema. Isso vale para o texto-base, é claro, mas vale também para as seções - embora estas possuam, por vocação, a liberdade de extravasar os conteúdos fundamentais.

Nosso esforço no enfrentamento dessa questão foi, portanto, o de evitar o "conteudismo" absoluto, por sua impertinência, sem desmerecer, longe disso, a factualidade histórica. Trata-se de uma questão de dosagem e de critério.

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