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- Aliança entre o Congo e Portugal



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2 - Aliança entre o Congo e Portugal

Ao sul do golfo da Guiné, os reinos e aldeias que existiam ao longo da costa centro-ocidental africana, de população de tronco linguístico banto, não mantinham contato externo frequente nem foram influenciados pelo islamismo.

O reino do Congo, de população bacongo, estava organizado em seis províncias e localizava-se entre o rio Zaire e o rio Loge. Na província de Mpemba se situava a capital, mbanza Congo . Além dessas províncias, havia cidades independentes, mas tributárias do manicongo.

Glossário:



Manicongo - nome que se dava ao soberano do Congo.

Fim do glossário.

273

Os portugueses procuravam converter ao cristianismo os soberanos africanos com os quais se aliavam. Vários deles foram convertidos, embora muitos voltassem a suas crenças e tradições. A conversão mais duradoura foi a do manicongo.



E foi do reino de Congo que, no decorrer do século XVI, partiu a maior parte dos escravos para a América, justamente pela aliança com o reino de Portugal.

Após a viagem de 1484, o navegador português Diogo Cão conseguiu converter o manicongo, batizado como João I, mas as elites do reino se dividiram e o rei se afastou do cristianismo. Seu filho e sucessor, Nzinga Mvemba, batizado com o nome de d. Afonso I, retomou a iniciativa de cristianizar o reino após derrotar os que se opunham. Reinou de 1506 a 1543, período a partir do qual as instituições políticas foram transformadas nos moldes da monarquia portuguesa: os chefes de província passaram a ser denominados condes, marqueses, duques etc.

Embora misturada ao culto de ancestrais, a cristianização avançou. Como resultado, o reino do Congo se "aportuguesou", pelo menos no âmbito da nobreza e das instituições políticas.

Os filhos das elites congolesas eram enviados a Portugal, onde recebiam educação cristã. D. Afonso I, rei do Congo, e d. Manuel, rei de Portugal, trocaram numerosas cartas com juras de fidelidade e promessas de colaboração no tráfico, para proveito de ambos os reinos. Havia quase sempre um consórcio entre mercadores portugueses e monarcas ou chefes africanos, no qual estes últimos organizavam as expedições de captura no interior do continente ou escravizavam os prisioneiros de suas guerras para vendê-los aos traficantes lusitanos.

A história da aliança entre o reino do Congo e Portugal, que durou até meados do século XVII, ilustra a teia de cumplicidades entre europeus e chefes africanos na escravidão moderna.


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