Ronaldo vainfas


- Bandeirantismo, expansão e violência



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5 - Bandeirantismo, expansão e violência

Na América portuguesa, desde o século XVI os colonos foram os maiores adversários dos jesuítas. Preferiam, sempre que possível, obter escravos indígenas, mais baratos do que os africanos. No entanto, eram os chamados mamelucos, geralmente filhos de portugueses com índias, os oponentes mais diretos dos nativos.

Os mamelucos eram homens que dominavam muito bem a língua nativa, chamada de "língua geral", conheciam os segredos das matas, sabiam como enfrentar os animais ferozes e, por isso, eram contratados para "caçar indígenas". Muitas vezes negociavam com os chefes das aldeias a troca de prisioneiros por armas, cavalos e pólvora. Outras vezes capturavam escravos nas aldeias ou nos próprios aldeamentos dirigidos pelos missionários.

Esses mamelucos integravam as expedições chamadas de bandeiras. Alguns historiadores diferenciam as bandeiras, expedições de iniciativas particulares, das entradas, patrocinadas pela Coroa ou pelos governadores.

Entretanto, os dois tipos de expedição se confundiam, seja nos objetivos, seja na composição de seus membros, embora o termo entrada fosse mais utilizado nos casos de repressão de rebeliões e de exploração territorial.

Desde o século XVI, o objetivo principal das entradas e bandeiras era procurar riquezas no interior, chamado na época de sertões, e escravizar indígenas. Os participantes dessas expedições eram, em geral, chamados de bandeirantes.

Ao longo do século XVII, as expedições bandeirantes alargaram os domínios portugueses na América, que ultrapassaram a linha divisória estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas.

No final do século XVII, os bandeirantes acabaram encontrando o tão cobiçado ouro na região depois conhecida como Minas Gerais.

Boxe complementar:

Fique de olho!

· Casa do Bandeirante. Museu da Cidade de São Paulo. Disponível em: http://www. museudacidade.sp.gov.br/casadobandeirante.php. Acesso em: 29 fev. 2016.

Agrega diversas peças datadas do século XVII ao XIX, ilustrativas do cotidano de São Paulo, berço dos bandeirantes no período colonial.

Fim do complemento.

BANDEIRANTISMO E EXPANSÃO TERRITORIAL (SÉCULOS XVI-XVIII)

FONTES: Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: MEC, 1960 p. 22; CAMPOS, Flávio de; DOLHNIKOFF, Miriam. Atlas - História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1994.

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