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Holanda: uma república entre monarquias?



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Holanda: uma república entre monarquias?

Durante muito tempo os historiadores consideraram a Holanda um caso especial no contexto de formação dos Estados modernos. Em uma época de monarquias absolutistas e intolerância religiosa, ali teria se formado um Estado republicano com amplas liberdades políticas e religiosas.

Na época, a Holanda não era um reino soberano, mas a principal das sete províncias dos Países Baixos que se rebelaram contra Felipe II da Espanha, em 1568, em razão da perseguição aos calvinistas e do aumento de impostos sobre o comércio.

Em 1567, a Espanha enviou uma expedição comandada pelo duque de Alba para reprimir a rebelião. As províncias do norte, que eram as calvinistas, iniciaram uma longa guerra de resistência. As províncias do sul (região da atual Bélgica), majoritariamente católicas, permaneceram fiéis a Felipe II. Fracassou o acordo conhecido como Pacificação de Gand, em 1576, que concedia liberdade religiosa às províncias calvinistas, tornando a guerra inevitável.

Em 1579, as províncias católicas formaram a União de Arras, enquanto as calvinistas, lideradas pela Holanda, formaram a União de Utrecht. Em 1581, as províncias calvinistas declararam sua independência e formaram as Províncias Unidas. Somente em 1648 a Espanha reconheceu a independência da república calvinista.

Na primeira metade do século XVII, o Estado liderado pela Holanda ganhou os mares, conquistou colônias na Ásia, na África e na América, inclusive parte do Brasil. O dinamismo da burguesia mercantil foi considerável. Mas convém não exagerar o aspecto republicano e burguês do Estado holandês. Durante a maior parte de sua existência, as Províncias Unidas foram governadas pela casa de Orange e tiveram no calvinismo sua religião oficial.

LEGENDA: Esta gravura é a versão que Claes Jansz Visscher fez, em 1650, do famoso Leo Belgicus. Há diversas versões da gravura, a primeira datada de 1583. Biblioteca Britânica, Londres, Reino Unido.

FONTE: CLAES JANSZ VISSCHER. 1650.

· Analise a imagem e discuta, em grupo, se existe alguma contradição entre a representação cartográfica do Leo Belgicus e os acontecimentos políticos da revolta dos Países Baixos.

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