Ronaldo vainfas



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4 - Conceito de utopia

Os renascentistas apostaram na capacidade criadora, na inteligência e na sensibilidade humanas. Nas artes e nas letras, sugeriam que o ser humano podia ser bom, belo e inventivo, podia descobrir novos mundos, decifrar os mistérios da natureza e conhecer o espaço cósmico. O modelo de ser humano do Renascimento se afastava da imagem medieval de uma criatura humilhada pelo pecado original, sujeita à Igreja. Daí muitos historiadores sublinharem o caráter otimista do Renascimento, em oposição ao pessimismo medieval.

Mas nem sempre o Renascimento foi otimista. Basta observar a literatura utópica, um gênero literário de grande repercussão na época e com prestígio até a atualidade, cujos textos idealizavam lugares perfeitos onde reinavam a paz, a justiça, a liberdade e a fartura. A própria raiz da palavra utopia, que quer dizer "nenhum lugar", indica a inexistência desses lugares sonhados. Não por acaso houve certa coincidência entre os textos utópicos e a busca do paraíso terrestre presente nas viagens marítimas dos séculos XV e XVI. Utopia: paraíso perdido.

O livro mais famoso do gênero utópico chama-se Utopia e foi escrito em 1515 por Thomas Morus, nobre inglês que foi chanceler de Henrique VIII. Morus construiu uma ficção sobre uma ilha imaginária, um exemplo de igualdade e tolerância cristãs, uma sociedade perfeita.

Thomas Morus terminou sua vida tragicamente: discordou do rei quando este rompeu com o papa, em 1531, e morreu decapitado em 1535.

Outro texto importante foi o de Tommaso Campanella, A cidade do Sol, escrito por volta de 1602. Com grande inspiração em Morus e na República de Platão, tratou de outra ilha perdida, no oceano Índico, um exemplo de sociedade pura, justa e cristã. Campanella foi processado pela Inquisição, escapando por pouco da fogueira.

As utopias revelam, assim, uma face da mentalidade renascentista não tão otimista: descontente com o mundo real e desejosa de uma sociedade sem opressões e desigualdades.

LEGENDA: A ilha Utopia, xilogravura impressa em 1516, na folha de rosto da primeira edição do célebre livro Utopia, do inglês Thomas Morus. Ele retratou uma ilha imaginária, um paraíso de igualdade e tolerância cristãs, localizando-a na América. Coleção particular.

FONTE: ALBUM/AKG-IMAGES/LATINSTOCK


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