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Grandeza e fragilidade no império português



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Grandeza e fragilidade no império português

O império português era, antes de tudo, um império marítimo. Com base em uma rede de postos militares e comerciais, feitorias e fortalezas, os portugueses comercializaram especiarias da Ásia, escravos e ouro da África, tabaco, açúcar e pau-brasil da América.

O mapa a seguir indica claramente essa característica feitorial que o historiador Sérgio Buarque de Holanda atribuiu à expansão colonial portuguesa no século XVI: um vasto império que ia do Atlântico ao Oriente, passando pelos litorais africanos. Embora colocasse em contato regiões muito distantes, o império português era superficialmente colonizado. Em rigor, somente o interior do Brasil seria de fato colonizado desde meados do século XVI.

IMPÉRIO MARÍTIMO PORTUGUÊS (SÉCULO XVI)

FONTES: DUBY, Georges. Atlas Historique Mondial. Paris: Larousse, 2003. p. 239; Atlas da história do mundo. São Paulo: Folha da Manhã, 1995. p. 154-155, 162-163.

CRÉDITOS: SONIA VAZ

· Com base no que você aprendeu neste capítulo e no texto desta seção, responda: é possível dizer que a descontinuidade geográfica e a superficialidade do povoamento português nas suas possessões ultramarinas torna discutível a utilização do conceito de império ou de colonização portuguesa no ultramar?

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Na África

A primeira feitoria na África atlântica foi fundada em Arguim, ao sul do Cabo Branco (1449). Depois, várias outras foram criadas, como a importante feitoria do Castelo de São Jorge da Mina (1482), localizada no litoral da África ocidental.

Na expansão pelo litoral africano, os portugueses trocavam cavalos, armas de fogo, tecidos de luxo e, mais tarde, tabaco e aguardente, por marfim, ouro e, sobretudo, escravos. Estes eram levados para o reino e para o arquipélago da Madeira, que iniciava sua lavoura canavieira, e, mais tarde, para o litoral do Brasil.

Atenção professor: Sobre as feitorias e o comércio interno da África, ver capítulo 18. Fim da observação.

LEGENDA: Saleiro de marfim do século XV, produzido no Benin, território que atualmente pertence à Nigéria, representando um navegador português. Museu Britânico, Londres, Reino Unido.

FONTE: WERNER FORMAN ARCHIV/THE BRIDGEMAN ART



Na Ásia

Depois da viagem de Vasco da Gama à Índia, em 1498, as especiarias tornaram-se a prioridade de Portugal no comércio marítimo.

Os portugueses não chegaram a conquistar a Índia, pois não dispunham de recursos humanos e materiais para tanto, mas fundaram fortalezas e feitorias em várias rotas e teceram alianças com soberanos locais, aproveitando as rivalidades existentes entre principados e reinos da região. Goa foi o grande centro da presença portuguesa na Índia, além de Cochim e Malaca; Macau, na China, representou outro ponto estratégico dos portugueses no Oriente.

Do Oriente vinham as tão cobiçadas especiarias que revolucionaram a culinária europeia (açafrão, cravo, canela, noz-moscada), além de sedas, tapeçarias e outros artigos de luxo.

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