Ronaldo vainfas


- Portugal nos oceanos: ambições e tecnologias



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2 - Portugal nos oceanos: ambições e tecnologias

"Se queres aprender a rezar, arrisca-te no mar!" Esse ditado popular português mostra a dimensão do medo que a viagem oceânica provocava nos europeus - até mesmo nos portugueses, que foram pioneiros nas navegações.

Na época, dizia-se que o mar era morada de monstros terríveis, que no fundo do oceano ficava o inferno ou que os mortos no mar jamais sairiam do purgatório. Acreditava-se, ainda, que as águas esquentavam muito na medida em que se navegava para o sul, chegando mesmo a ferver.

Glossário:



Purgatório - uma espécie de inferno provisório criado pela Igreja, no século XIII, para que a alma dos mortos pudesse se purificar e, dependendo do caso, alcançar o paraíso.

Fim do glossário.

No entanto, desde o início do século XV, os portugueses enfrentaram esses medos, motivados pelos seguintes fatores:

· a boa localização geográfica de Portugal: no sudoeste da Europa, próximo ao norte da África e com portos tradicionais na atividade pesqueira, voltados para o Atlântico, a exemplo de Lisboa;

· a centralização política portuguesa, que não existia em nenhum outro reino europeu. A partir da Revolução de Avis, com a ascensão de d. João I, a nova dinastia se comprometeu com a expansão territorial do reino e com a expansão marítima;

· o desenvolvimento de técnicas de navegação e o conhecimento náutico dos muçulmanos e chineses, adotado e ampliado pelos genoveses e venezianos, e daí passado aos portugueses;

· a disponibilidade de capital, que, de início, foi reunido com o apoio de mercadores estrangeiros, sobretudo genoveses. Mas, pouco a pouco, a expansão comercial se autofinanciou, graças aos avanços da expansão marítima no norte e na costa atlântica africana;

· a falta de terras cultiváveis, que fazia com que os portugueses buscassem alimentos, sobretudo trigo, em terras distantes.

Mercadores e diversos nobres participaram ativamente da expansão marítima portuguesa dirigida pela Coroa.

Apesar de a economia portuguesa ser baseada na agricultura, o comércio marítimo era intenso com a região de Flandres (Países Baixos) e com o norte da África. Os portugueses vendiam sal, pescado, vinho e azeite. Em troca, adquiriam tecidos, cereais e prata.

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CONVERSA DE HISTORIADOR




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