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- Velho Mundo e Novo Mundo: conceitos eurocêntricos



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1 - Velho Mundo e Novo Mundo: conceitos eurocêntricos

A partir do século XII, com o fortalecimento do comércio e crescimento dos centros urbanos, os europeus começaram a estreitar seus contatos com o Oriente. Através das rotas comerciais vinham especiarias e tecidos da Índia e da China. Essas mercadorias chegavam ao Mediterrâneo pelo mar Vermelho, costeando o Egito, ou pelo mar Negro, atravessando os estreitos de Bósforo e Dardanelos, controlados pelos bizantinos de Constantinopla.

Foi um tempo glorioso para os mercadores da península Itálica, sobretudo os de Gênova e Veneza, que revendiam tecidos e especiarias - como cravo, noz-moscada, canela e pimenta - ao restante da Europa.

Apesar desse comércio crescente, os europeus sabiam pouco sobre o Oriente. Os mapas-múndi daquela época representavam o mundo sob o ponto de vista cristão. Quase sempre Jerusalém aparecia como o centro do mundo. O Oriente era representado como o paraíso terrestre, onde teriam vivido Adão e Eva. Paraíso terrestre, paraíso perdido, repleto de flores, árvores frondosas, rios de leite e mel. Não se sabia ao certo onde ficava esse Éden, mas se presumia que ficava no encontro de quatro grandes rios: o Nilo (Egito), o Ganges (Índia), o Eufrates e o Tigre (Mesopotâmia).

Em alguns mapas europeus, a Ásia mal se diferenciava da África, ou a ela se unia por istmos (faixas de terra) que jamais existiram. Em outros, o oceano Índico, que os europeus não conheciam, mas do qual ouviam falar, era representado como um mar fechado.

Assim como em outras áreas do saber, o conhecimento geográfico ocidental da época era dominado pelo imaginário religioso medieval. Para a cristandade europeia era quase certo que o paraíso terrestre ficava naquele "Outro Mundo". Alguns acreditavam que era um Oriente exótico e, por isso, rico. Marco Polo, mercador veneziano, contribuiu para esse imaginário, comentando com certo exagero o que viu ou pensou ter visto naquelas "extremidades do mundo": governantes com mantos de pérolas e pedras preciosas, luxo, ouro por toda a parte.

LEGENDA: Os mapas da Idade Média mostravam uma visão encantada do mundo. Neste mapa-múndi do século XV, de Simon Marmion, o mundo aparece dividido entre os três filhos de Noé: a Ásia, ao alto, pertencia a Sem; a Europa, à esquerda, a Jafé; a África, à direita, a Cam. A Ásia fica no alto porque ali se encontra Jerusalém e o paraíso terrestre. Iluminura da obra La Fleur des Histoires, de Jean Mansel. Biblioteca Real Albert I, Bruxelas, Bélgica.

FONTE: SIMON MARMION. LA TERRE PARTAGÉE ENTRE LES TROIS FILS DE NOÉ. SÉCULO XV.

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