Ronaldo vainfas



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2 - Em torno do Saara

Atenção professor: deserto seco é uma região árida, com pouca chuva e pouca vegetação; mas há também os desertos gelados. Considerando os dois tipos, o maior deserto do mundo é a região Antártida, no sul do planeta, e o Saara é o segundo em extensão. Fim da observação.

Até pelo menos 3000 a.C., o Saara era uma região coberta com vegetação, habitada por povos pastores e agricultores, quando uma seca provocou a desertificação, empurrando grupos humanos e animais para áreas onde havia água e alimento. Por volta de 1000 a.C., o Saara tornou-se um imenso deserto, que ocupa, hoje, quase um quarto do território africano e é o maior deserto seco do mundo.

As designações da África ao sul do Saara variaram muito no decorrer dos séculos. Como esses povos não tinham escrita, os registros sobre essa região são de origem muçulmana e cristã. Muçulmana porque, a partir do século VII, os árabes islamizados conquistaram territórios no Sael, palavra árabe que significa "costa", "margem", no caso, costa ou margem do deserto. Do século XV em diante, foi a vez dos cristãos europeus deixarem relatos sobre a costa atlântica africana. Esses documentos escritos de muçulmanos e cristãos ajudam os historiadores a entender um pouco dessa história.

Os árabes denominavam de Bilad Al-sudan ("terra dos negros" - Sudão) toda a área geográfica que se situava ao sul do deserto do Saara, habitada por povos de pele negra. Referiam-se a uma faixa que ia do oceano Atlântico até o mar Vermelho e o oceano Índico. Aproveitando-se dessa denominação inscrita em documentos muçulmanos, os historiadores ocidentais passaram também a indicar essa extensa região como Sudão. Não se deve confundir "sudanês" com uma etnia ou com os atuais países do Sudão e Sudão do Sul. Sudaneses eram povos de etnia, língua e sociedade muito diferentes entre si. Hoje, essa extensa região é conhecida geograficamente como África Ocidental.

Boxe complementar:

Fique de olho!

· Museu Afro-brasileiro (Salvador, BA). Disponível em: www.mafro.ceao.ufba.br. Acesso em: 24 nov. 2015. Conheça uma parte do rico acervo do Museu Afro-brasileiro da Universidade Federal da Bahia.

Fim do complemento.

ÁFRICA: DENOMINAÇÕES DAS ZONAS GEOGRÁFICAS

FONTE: CALDINI, Vera; ÍSOLA, Leda. Atlas geográfico Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 150.

CRÉDITOS: SIDNEI MOURA

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OUTRA DIMENSÃO - ECONOMIA




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