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lucas braga


191

r e v .   u f m g ,   b e l o   h o r i z o n t e ,   v .  

20, n.

2, p. 190-221, jul./dez. 2013 



castro, j. e.

a   á g u a   ( a i n d a )   n ã o   é   u m a   m e r c a d o r i a :   a p o r t e s   p a r a   o   d e b a t e   s o b r e   a   m e r c a n t i l i z a ç ã o   d a   á g u a



josé esteban castro**

A ÁGUA (AINDA) NÃO 

É UMA MERCADORIA: 

aportes para o debate sobre a mercantilização da água

*

*O artigo baseia-se em uma pesquisa realizada no decorrer de vários projetos, a maioria na Europa e na América Latina. 

Entre eles, cabe mencionar o projeto PRINWASS ( – 2001-2004), sobre a política de privatização 

dos serviços de saneamento em nove países da África, Europa e América Latina. Trata-se de um projeto interdisciplinar 

envolvendo especialistas das ciências sociais e técnicas que adotaram uma abordagem sistemática comparada e empregaram 

uma metodologia mista incluindo estudos de caso detalhados, análise de dados secundários, questionários, evidência 

documental, oficinas e entrevistas em profundidade com atores-chave. Dei continuidade ao estudo da mercantilização da 

água por meio de meu trabalho na coordenação das redes de pesquisa internacionais GOBACIT ( – 2005 

até hoje) e WATERLAT ( – 2009 até hoje).

** Catedrático de Sociologia na Universidade de Newcastle, Reino Unido. Seu CV atualizado pode ser acessado pelo

 site 

E-mail

Revisão técnica de Leo Heller, Professor Titular do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Escola de 

Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).



resumo 

O artigo analisa a valorização e a mercantilização da água doce. Se um conceito restrito de mercantilização é 

aplicado, a maior parte da água do planeta permanece não mercantilizada devido ao caráter lento e fragmentado do processo 

de racionalização de controle da água e de sua gestão. Particularmente, o processo envolvido na valorização da água é 

fortemente afetado pela persistência de certos pressupostos, como de que a água (e a natureza de um modo geral) não tem 

valor pré-econômico ou pré-social, ou que o volume de água doce disponível para os seres humanos é ilimitado e que a água 

tem o poder também ilimitado de autopurificação, ou que a água não é mais que um recurso de que os humanos podem se 

valer à vontade. O artigo argumenta que o controle da água e as atividades correlatas de gestão na maioria dos países não 

conseguem alcançar níveis de calculabilidade e de previsibilidade próprios dos processos capitalistas de mercantilização. 




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