Revista Mundo Livre, Campos dos Goytacazes, V. 4, n. 1, p. 103-107, jan/jul 2018



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39961-Texto do Artigo-134296-1-10-20191216


Revista Mundo Livre, Campos dos Goytacazes, v. 4, n. 1, p. 103-107, jan/jul 2018
103 
BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro:  
Zahar, 2004.  
Thamires Pessanha Angelo

No início do ano passado, no dia 09 de janeiro 2017 na cidade de Leeds no Reino Unido,
faleceu o
sociólogo polonês, Zygmunt Bauman. O sociólogo foi contemporâneo de Pierre Bourdieu
Michel Foucault, Antony Giddens, entre outros teóricos que compõem o campo das teorias voltadas para 
o ramo das Ciências Sociais.
Bauman foi um dos autores contemporâneo que buscou explicar várias questões da nossa
sociedade. Apesar de ser considerado um sociólogo, em seus livros o autor escreve assuntos relevantes 
para várias áreas do conhecimento. As suas obras falam sobre
capitalismo, educação, identidade, 
política, amor, etc. O último aqui citado é dedicado a entender a fragilidade dos laços humanos nos dias 
atuais. O autor trabalha com o conceito de fragilidade para explicar as dificuldades que os indivíduos 
possuem na atualidade para criar vínculos. De certo, tendo em vista os relacionamentos de hoje via 
internet, a teoria desenvolvida por Bauman sobre os relacionamentos faz-se pertinente nesse instante.
Em sua obra: Amor Líquido sobre a fragilidade dos laços humanos (2004), Zygmunt 
Bauman irá falar sobre: apaixonar-se, desapaixonar-se, sociabilidade, dificuldade de amar o próximo e 
a relação do convívio entre os indivíduos.
Nesta obra, Bauman inicia o texto citando o poema Le Spleen de Paris de Charles 
Baudelaire
2
. Para explicar que o sentimento de amor possui uma posição diferenciada em relação aos 
outros acontecimentos da vida humana, sejam eles o nascimento ou a morte. A partir dessa análise ele 
disserta sobre o ato de apaixonar e desapaixonar-se. Referindo-se ao aumento do número de indivíduos 
que se dizem amando, mas que na realidade ainda estão na categoria de apaixonados. O autor relata que 
os tempos são outros e que a própria maneira dos indivíduos enxergarem os relacionamentos vêm 
mudando. Aquela ideia de amor romântico, a “certeza” de escolher uma pessoa, amá-la, e viver o resto 
da vida com ela não cabe mais nos dias atuais. Segundo Bauman (2004. p. 16)
“Noites avulsas de sexo são referidas pelo codinome de ‘fazer amor’”. Deste jeito, na contemporaneidade 
pensar em encontrar um amor “único” e desfrutar com ele toda uma vida já não é algo tão significativo 
1
Graduanda em Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense UFF/Campos dos Goytacazes. Foi bolsista 
da PROAES no ano de 2016 e 2017 no projeto: “Entre o Sagrado e Profano; o ensino de Sociologia como Campo 
de Observação” sob a coordenação da Prof. Dra. Andréa Paiva. Membro do Grupo de Pesquisa em Memória e 
Cultura Motirõ Nhãdereko.
2
Charles Baudelaire foi um importante poeta francês do século XIX. Baudelarie
no livro, Pequenos Poemas em 
Prosa (1869) (Le Spleen de Paris), faz uma declaração inicial para os seus leitores e amigo editor ArsèneHoussaye.



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