Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


P36 ACIDENTE ISQUÉMICO TRANSITÓRIO SECUNDÁRIO



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ACIDENTE ISQUÉMICO TRANSITÓRIO SECUNDÁRIO 

A COLANGIOPANCREATOGRAFIA RETRÓGRADA 

ENDOSCÓPICA. A PROPÓSITO DE UM CASO

Ivan Cadena, Marta Valentim, Sara Nicolau, Manuela Grego, 

Ana Gameiro

Medicina IV –III, Hospital de Santarém EPE

Introdução: As complicações cardiovasculares ou cerebrovas-

culares após ou durante um procedimento endoscópico gas-

trointestinal são raras, a taxa descrita varia de 0,005% a 0,5% 

sem existência de alterações estruturais cardíacas.

Caso Clínico: Os autores apresentam o caso de um homem 

de 77 anos com antecedentes de colelitíase internado electi-

vamente para realização de colangiopancreatografia retrógra-

da endoscópica (CPRE). O procedimento é realizado sob as 

medidas habituais de sedação e decorre sem intercorrências 

visualizando-se uma via biliar principal dilatada com pequenas 

imagens lacunares móveis (<5 mm) e uma árvore biliar intra-he-

pática ligeiramente dilatada. Realiza esfincterotomia e extração 

de pequenos cálculos biliares. É durante este procedimento 

que é objetivado uma diminuição do estado de consciência 

do doente com desenvolvimento de hemiparesia esquerda. Na 

monitorização cardíaca apresentava um ritmo compatível com 

fibrilação auricular (confirmado por eletrocardiograma), sendo 

ativada via verde do AVC, com realização de TAC do crânio 

que revelou múltiplas lesões vasculares bilaterais e subcorti-

cais. O doente recuperou-se progressivamente dos défices nas 

primeiras 12 horas, com estabilidade hemodinamicamente e 

normalização do ritmo a sinusal (documentado na tira de rit-

mo). Realizou Ecocardiograma à cabeceira que mostrou: “Ven-

trículo Esquerdo não dilatado, hipertrofia moderada localizada 

ao segmento basal do septo interventricular, boa função sis-

tólica global e segmentar; com aurícula esquerda ligeiramente 

dilatada; sem doença valvular significativa nem dilatação das 

cavidades direitas”. Decidiu-se o início de anticoagulação com 

enoxaparina subcutânea e beta-bloqueante em doses baixas 

assumindo-se uma fibrilação auricular paroxística no contexto 

de realização CPRE como fator desencadeante. 

Discussão e Conclusões: Apresentamos este caso pela rari-

dade e ausencia de casos na literatura de un evento cerebro-

vascular no contexto de uma CPRE como causa ou fator de 

risco desecadeante.






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