Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


P10 AVC CEREBELOSO: ESTUDO RETROSPETIVO



Baixar 2.41 Mb.
Pdf preview
Página68/155
Encontro20.06.2021
Tamanho2.41 Mb.
1   ...   64   65   66   67   68   69   70   71   ...   155
P10

AVC CEREBELOSO: ESTUDO RETROSPETIVO 

DE UMA UNIDADE

 Aissato Abdu Cassama, Paulina Mariano, Raquel David, 

Manuel Carvalho, Maria Eugenia André

Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco

Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) cerebeloso re-

presenta apenas 2-3% do total de AVC, apresentando-se ha-

bitualmente com sintomas inespecíficos. Devido à sua localiza-

ção, pode associar-se a graves complicações por compressão 

de estruturas adjacentes, causando hidrocefalia e morte.

Objetivo: Avaliar estado funcional (escala de Rankin) à admis-

são, data de alta dos doentes com diagnóstico de AVC do ce-

rebelo e prognóstico.

Material e Métodos: Foi realizada uma análise retrospetiva dos 

processos clínicos de 177 doentes admitidos numa unidade de 

acidente vascular cerebral entre janeiro e dezembro de 2016, 

com diagnóstico de AVC isquémico. A informação clínica foi 

posteriormente inserida e analisada numa base de dados utili-

zando o Excel.

Resultados: Dos doentes avaliados, 24 foram internados por 

AVCs cerebelosos (13,5%), 58,3% eram masculinos. Média de 

idades de 76,4 anos, 91,6% apresentavam Rankin zero prévio. 

Quanto à sintomatologia, 41,6% apresentaram desequilíbrio, 

50% tonturas e 8,3% outros sintomas. NIHSS médio foi de 6,8 

à admissão e evolução após trombólise NIHSS médio de 4,9. 

Duração média de internamento foi de 9,7 dias.33,3% foram 

submetidos trombólise intravenosa com alteplase. As comor-

bilidades mais frequentes hipertensão arterial (95,8%), dislipi-

demia  70,8%,  fibrilhação  auricular  29,1  %,  diabetes  mellitus 

16,6%, cardiopatia isquémica 12,5%.33,3% foram de etiolo-

gia cardioembólica e 70,8% aterosclerose de grandes artérias. 

Três casos tiveram transformação hemorrágica. Dois doentes 

tinham  hidrocefalia  tendo  sido  intervencionados.  Verificou-se 

uma taxa de mortalidade de 8,3%. À data de alta, 62,5% apre-

sentava Rankin≤3 contra 37,5%.

Discussão e Conclusões: Como descrito em estudos prévios, 

verificou-se alta prevalência de comorbilidades como HTA, disli-

pidemia e FA prévia. A longa duração de internamento pode ser 

explicada pela demora na colocação destes na Rede Nacional 

de Cuidados Continuados. Verificou-se evolução favorável com 

recuperação funcional da maioria dos doentes e a baixa taxa 

de mortalidade comparativamente à taxa de mortalidade global 

da UAVC (cerca de 12%). É essencial uma monitorização aper-

tada para reconhecimento e tratamento precoce das possíveis 

complicações com vista a um prognóstico favorável.




Compartilhe com seus amigos:
1   ...   64   65   66   67   68   69   70   71   ...   155


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal