Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


P01 RoPE SCORE E O DESFECHO DE 20 DOENTES



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RoPE SCORE E O DESFECHO DE 20 DOENTES 

COM DIAGNÓSTICO DE FOP 

Adriana Bandeira, Behnam Moradi, Luís Carvalho, Miguel Santos

Luís Santos

Serviço de Medicina 1, Centro Hospitalar de Leiria

 

Introdução: A embolia paradoxal através de um foramen ovale 



patente  (FOP)  é  um  mecanismo  identificado  frequentemente 

em doentes jovens com AVC isquémico criptogénico. No en-

tanto nem todos os FOPs descobertos no decorrer da investi-

gação etiológica são patogénicos.

Material e Métodos: Estudo observacional em que se incluíram 

doentes que frequentaram a consulta de Risco Cerebrovascu-

lar num período de 10 meses com o diagnóstico de FOP em 

ecocardiograma TT com soro agitado ou TE – totalizando uma 

amostra de 20 doentes. Foi utilizado o score de RoPE (The Risk 

of  Paradoxical  Embolism)  para  estratificar  quais  os  doentes 

com AVC criptogénico têm maior probabilidade de apresentar 

um FOP acidental ou patogénico.

Resultados: 80% dos doentes apresentavam RoPE entre 5-7, 

destes 31% foram propostos para encerramento do FOP, sen-

do os restantes medicados com antiagregação ou anticoagu-

lação (sendo a decisão entre estas duas terapêuticas baseada 

entre fatores individuais). Nenhum doente apresentava RoPE 

score <4 ou >9. O fator preponderante na estratificação dos 

doentes por RoPE foi a idade, dado que dos doentes estuda-

dos todos apresentavam menos de 60 anos. Todos os doen-

tes, independentemente do desfecho, encontravam-se sob 

terapêuticas  de  redução  de  fatores  de  risco  vascular  –  quer 

mudança de estilo de vida quer sob medicação com estatina, 

antiagregante/anticoagulante. Nos extremos do score obtidos 

não se observa nenhum desfecho tendencial.

Discussão: Esta estratificação não tem em conta as caracte-

rísticas  anatómicas/fisiológicas  do  FOP  nem  a  existência  de 

factores de risco protrombóticos dos indivíduos que poderão 

ter favorecido o embolismo paradoxal, alterações essas que 

ao condicionar o risco de recorrência influenciam a decisão de 

encerrar o FOP. Verifica-se que os critérios de encerramento 

adoptados se centram na existência de shunt espontâneo em 

repouso, tamanho deste ou existência de aneurisma septal as-

sociado. Na verdade um score baixo não pode excluir associa-

ção entre um PFO e um AVC, da mesma forma que um score 

elevado não deverá categoricamente resultar em encerramento 

do FOP. 

Conclusões:  Não foi possível estabelecer relação entre um 

RoPE score elevado e uma orientação preferencial para even-

tual encerramento do FOP versus início de anticoagulação/



POSTERS

sexta-feira 

 24 NOV 


 11h30


sábado 

 25 NOV 



 10h15



27

18º CONGRESSO DO NÚCLEO DE ESTUDOS DA DOENÇA VASCULAR CEREBRAL 

antiagregação, no entanto a pequena amostra não permite ex-

trapolar esta conclusão de forma estatisticamente significativa.






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