Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


CC25 TROMBÓLISE NO AVC ISQUÉMICO NO IDOSO



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CC25

TROMBÓLISE NO AVC ISQUÉMICO NO IDOSO 

COM ≥75 ANOS

Catarina Teles Neto, Rafael Nascimento, Patrício Freitas, 

Rafael Freitas, Luz Brazão

Unidade de Doença Cerebrovascular, Serviço de Medicina Interna

Hospital Dr. Nélio Mendonça

Introdução: A idade é o principal fator de risco não modificável 

para AVC, não constituindo atualmente fator de exclusão para 

trombólise. Pretende-se avaliar o impacto neurológico, compli-

cações e mortalidade na trombólise no idoso com ≥75 anos.

Material e Métodos: Análise retrospetiva de 85 doentes com 

idade ≥75 anos submetidos a trombólise, entre 2009 e julho 

de 2017.


Resultados: Do total de doentes 51,7% era do sexo feminino, 

65,8% tinha entre 75-80 anos, 17,6% 81-85 anos e 16,6% 

>85 anos. Nos fatores de risco cardiovascular (FRCV), 83,5% 

eram hipertensos, 48,2% tinham fibrilhação auricular (só 14,6% 

hipocoagulados), 41,2% dislipidémia, 22,3% obesidade, 20% 

diabetes mellitus e 9,4% tinham doença carotídea significativa; 

50% tinha ≥3 FRCV. À admissão 61,2% somava NIHSS 5-15 

(AVC moderado) e 28,2% NIHSS 16-20 (moderado/severo). 

Cerca de 50% fez trombólise entre os 120-180min de evolu-

ção e 24,7% entre 181-240min. Em 69,4% houve melhoria do 

NIHSS às 24H (63% com redução >4). 

Nas complicações pós trombólise verificou-se transformação 

hemorrágica em 23,5% mas apenas em 20% dos casos foi sin-

tomática (THS); 4,7% apresentou angioedema. Não houve ca-

sos de hemorragia sistémica major. Verificou-se complicação 

infeciosa em 36% dos doentes (focos urinário e respiratório). A 

taxa de mortalidade intra-hospitalar foi de 10,6%; 55,5% dos 

óbitos ocorreram na primeira semana de internamento e, des-

tes, 80% apresentaram THS. Nos restantes 44,5% verificou-se 

intercorrência infeciosa em 75% e tromboembolismo pulmonar 

maciço em 25%. A taxa de mortalidade no 1º ano (excluindo 

10 casos que não perfizeram esse tempo) foi de 15,2%. À data 

de alta, 69,7% dos doentes tinha uma escala modificada de 

RANKIN (mRANKINs)≥4.

Discussão e Conclusões: Verificou-se elevada mortalidade nos 

doentes com THS; estes tinham ≥3 FRCV, NIHSS inicial mode-

rado a severo e a trombólise foi realizada após 3H de evolução 

(1 caso aos 250 min) antevendo-se maior probabilidade de 

complicações independentemente da idade. Na mortalidade 

intra-hospitalar não relacionada com THS, todos tinham NIHSS 

inicial >18 e houve complicações do foro infecioso e embólico 

cuja relevância no desfecho verificado não pode ser ignorada. 

Apesar da maioria dos doentes ter apresentado melhoria do 

NIHSS às 24h, cerca de 70% dos doentes tinha elevado grau 

de incapacidade à data da alta.




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