Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


CC23 TROMBECTOMIA NO AVC ISQUÉMICO – CASUÍSTICA



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CC23

TROMBECTOMIA NO AVC ISQUÉMICO – CASUÍSTICA 

DOS PRIMEIROS 6 MESES NA UNIDADE DE DOENÇAS 

CÉREBRO VASCULARES

Tiago Esteves Freitas, Tiago Rodrigues, Patrício Freitas, 

Duarte Noronha, José Franco, Rafael Freitas, Luz Brazão

Unidade de Doenças Cerebrovasculares, Hospital Central do Funchal 

Introdução:  O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquémico 

(AVCi) é uma causa importante de morbilidade e mortalidade 

em países desenvolvidos. A trombectomia endovascular no 

tratamento do AVC de grandes vasos reduz substancialmente 

a incapacidade pós evento. 

Material e Métodos: Apresenta-se a casuística de uma Unida-

de de Doenças Cerebrovasculares (U-DCV), relativa aos seis 

primeiros meses de experiência em doentes submetidos a 

trombectomia endovascular.

Resultados: Nos primeiros seis meses de experiência na U-D-

CV realizaram-se 9 trombectomias. A população de doentes 

foi homogénea com cinco doentes do sexo masculino e quatro 

do sexo feminino, com uma média de idades de 67 anos. A 

escala de NIHSS mais baixa à entrada foi 7 e mais alta 24. 

Um doente entrou no Serviço de Urgência em coma. O doente 

com maior diminuição da escala NIHSS, desceu 18 pontos (à 

entrada 23 e à saída 5). Os territórios vasculares afetados fo-

ram artéria cerebral média (ACM) direita (6), ACM esquerda (2), 

artéria carótida interna (ACI – trombo em T2) (2) e artéria basilar 

(1). O tempo médio desde o início dos sintomas até ao acesso 

vascular foram 217 minutos (máximo 300 e mínimo 138). Oito 

doentes apresentaram recanalização total (cinco com TICI sco-

re 3 e três com TICI score 2b) e em um doente não foi passível 

recanalização. Dois doentes realizaram trombólise intravenosa 

e três doentes apresentavam contra indicação para esta. Três 

doentes foram submetidos ao procedimento sob sedação, os 

restantes foram submetidos a anestesia geral. À data da alta os 

doentes apresentavam mRS médio de 2.8.

Discussão: Os resultados apresentados mostram os bene-

fícios da trombectomia no tratamento do AVC isquémico de 

grandes vasos. Esta entidade clínica acarreta habitualmente 

grande morbilidade e resposta limitada à trombólise intraveno-

sa. As complicações diretamente relacionadas com o procedi-

mento foram nulas.

Conclusões:  A introdução da recanalização mecânica por 

trombectomia no AVCi de grandes vasos vem indubitavelmente 

aumentar o número de doentes para tratamento, melhorando 

o seu prognóstico.O AVC com oclusão aguda de um grande 

vaso associa-se a défices neurológicos graves. A trombecto-

mia deve integrar o tratamento do AVC isquémico, sendo que o 

tratamento endovascular e a decisão de trombectomia mecâ-

nica deve ser multidisciplinar e incluir um neurointervencionista 

qualificado, treinado e experiente.






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