Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


CC5 AVALIAÇÃO DA RIGIDEZ ARTERIAL COMO MARCADOR



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CC5

AVALIAÇÃO DA RIGIDEZ ARTERIAL COMO MARCADOR 

DE RISCO PARA ACIDENTE VASCULAR ISQUÉMICO

Nuno Brito, Paula Alcântara, Cristina Alcântara, Fátima Veloso, 

Carlos Santos Moreira

Serviço de Medicina I, Faculdade de Medicina de Lisboa

Universidade de Lisboa, HSM-CHLN

Introdução: Os fatores de risco convencionais não explicam 

completamente a incidência do AVC, pelo que poderá ser de 

enorme importância a utilização de biomarcadores de doença 

vascular que permitam identificar a gravidade da doença, per-

mitindo uma atuação mais focada. O objetivo deste estudo foi 

avaliar os fatores de risco em doentes que vieram a ter AVC, 

bem como a identificação um biomarcador de lesão vascular.

Material e Métodos: Foram estudados 54 doentes hipertensos 

(HT) que tinham tido AVC isquémico (CAVC) e realizado nos 

9 meses anteriores ao evento a avaliação da onda de pulso 

(VOP), medição no consultório (MC) e ambulatória da pressão 

arterial (AB) e análises. Estes doentes foram emparelhados ba-

seados no sexo, idade, índice de massa corporal (IMC) e his-

tória de HT com 54 doentes hipertensos sem AVC (SAVC) que 

tinham realizados as mesmas avaliações. O modelo estatístico 

utilizado foi oneway ANOVA, p<0,01 (bicaudal).

Resultados: A idade, sexo, história de HT, creatinemia, glice-

mia, MC, colesterol total, HDL, LDL e TG não apresentavam 

diferenças  significativas.  Os  doentes  CAVC  apresentam  no 

MAPA valores mais elevados de pressão arterial no global (AB-

GPAS CAVC 140,7+8,6 vs SAVC 134,8 + 9,4; ABGPAD CAVC 

80,6+8,2 vs SAVC 76,3+7,6 mmHg), no período diurno (AB-

DPAS CAVC 143,4+8,6 vs SAVC 138,3 + 7,9; ABDPAD CAVC 

83,3+7,2 vs SAVC 79,8+7,6 mmHg) e no período noturno (AB-

NPAS CAVC 132,5+8,4 vs SAVC 128,6 + 7,5; ABNPAD CAVC 

77,3+8,2 vs SAVC 74,2+8,3 mmHg). A % de HT dipper era 

inferior nos doentes CAVC (42,6%) vs SAVC (63,0 %). A VOP 

apresenta valores superiores nos doentes com AVC (CAVC 

12,4+2,7 vs SAVC 10,3 + 3,1) bem como os valores de Central 

Augmentation Index (CAVC 27,4+11,0 vs SAVC 21,6 + 12,1).

Discussão: Os doentes com AVC revelaram um pior controlo 

tensional na avaliação por MAPA, bem como maior gravidade 

de lesão dos parâmetros vasculares. A avaliação dos parâme-

tros vasculares poderá permitir o estabelecimento de um mar-

cador de lesão facilmente comparável ao longo do tempo e 

com elevada capacidade discriminante dos dois grupos.

Conclusões: O estudo indicia que a avaliação da rigidez arte-

rial, que reflete as características da estrutura e função arterial, 

poderá ser uma nova e promissora forma de salientar doentes 

com elevado risco permitindo a definição de uma estratégia de 

intervenção mais agressiva nestes doentes.






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