Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


CC2 FATORES PREDITIVOS DA OCORRÊNCIA DE DISFAGIA



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CC2

FATORES PREDITIVOS DA OCORRÊNCIA DE DISFAGIA 

APÓS ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) 

ISQUÉMICO

André Duarte, Helena Tavares, Mariana Santiago, Maria José Festas, 

Fernando Parada

Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, 

Centro Hospitalar de São João, Porto

Introdução: A disfagia é um sintoma comum após AVC. Até à 

data existem poucos estudos acerca dos fatores preditivos de 

disfagia em doentes com AVC.

Objetivos: O presente trabalho pretende avaliar a correlação 

entre a presença/ausência de disfagia com alguns fatores 

como: idade, género, etiologia do AVC (classificação TOAST), 

território,  clínica  (classificação  de  Oxford)  e  gravidade  inicial 

(NIHSS).

Material e Métodos: Análise retrospectiva de doentes admiti-

dos entre setembro de 2014 e agosto de 2016 no internamento 

de Medicina Física e de Reabilitação (MFR) após AVC isquémi-

co. Os dados clínicos e sociodemográficos foram extraídos do 

processo clínico eletrónico. Os doentes foram categorizados 

em dois grupos de acordo com a presença de disfagia.

Resultados:  Dos 101 doentes internados por AVC isquémi-

co, 40 apresentaram disfagia (39,6%). A ocorrência de disfa-

gia foi mais frequente no género masculino (67,5%; p=0,09). 

Verificou-se diferença estatisticamente significativa no que diz 

respeito à idade dos doentes com disfagia, sendo que estes 

apresentaram uma idade mais avançada à admissão (65 vs .58; 

p=0,02). Estes doentes apresentaram também uma maior gra-

vidade inicial do AVC (escala NIHSS), verificando-se um valor 

muito  próximo  da  significância  estatística  (13 vs. 7; p=0,05). 

Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas no 

que diz respeito à etiologia do AVC (p=0,4), clínica (p=0,2) e 

território (p=0,4), sendo que a aterosclerose de grandes vasos, 

os enfartes totais da circulação anterior (TACI) e os AVC no ter-

ritório da artéria cerebral média, respetivamente, foram a causa 

mais frequente neste grupo de doentes.

Discussão e Conclusões: A prevalência de disfagia após AVC 

é considerável, estando de acordo com os dados obtidos da 

literatura. A idade avançada está associada a um risco superior 

de ocorrência de disfagia após AVC, assim como a maior gra-

vidade inicial do AVC (escala NIHSS).




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