Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


P65 DEPOIS DE CASA ROUBADA, TRANCAS À PORTA



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DEPOIS DE CASA ROUBADA, TRANCAS À PORTA

Maria João Rego de Castro, Ana Margarida Coelho, Cátia Pereira, 

Miriam Blanco, Jorge Poço

Serviço de Medicina Interna, ULS Nordeste

Introdução: A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima 

que a doença cerebrovascular permaneça entre as quatro 

principais causas de mortalidade até o ano de 2030, podendo 

provocar sequelas permanentes. O acidente vascular cerebral 

(AVC) compartilha com as doenças cardiovasculares os fatores 

de risco, como tabagismo, dislipidemia, hipertensão arterial, 

diabetes, obesidade e sedentarismo. O AVC hemorrágico/he-

morragia intracerebral tem como principal causa a hipertensão 

arterial.

Caso Clínico: Homem de 58 anos, autónomo, com anteceden-

tes de hipertensão arterial e Diabetes mellitus tipo 2. À chegada 

ao  Serviço  de  Urgência  activada  Via  Verde  por  défice  motor 

direito de instalação súbita 3 horas antes. Teria auto-suspendi-

do medicação habitual duas semanas antes. À admissão en-

contrava-se vigil e colaborante, nomeava bem, cumpria ordens 

simples.  Alguma  dificuldade  em  cumprir  ordens  complexas. 

Afasia de predomínio expressivo, sem alteração dos campos 

visuais, hemiparésia direita grau 4. Hemihipostesia direita. Gli-

cemia capilar 326 mg/dl. Analiticamente destacava-se Vitamina 

B12 <83pg/mL (N>187), Glicose - 220 mg/dl; Colesterol Total 

222 mg/dL; Colesterol LDL - 143 mg/dl; Triglicerídeos 190 mg/

dl (<150); HbA1c - 6.8 %. TAC CE: Hematoma intraparenqui-

matoso agudo caudadotalâmico posterior esquerdo com fis-

suração ependimária e hemorragia intraventricular aguda no 

ventrículo lateral homolateral e ventrículo III. TAC crânio após 

48h: “evolução morfodensitométrica favorável do hematoma 

profundo esquerdo e da inundação hemática intraventricular, 

sem rehemorragia e sem sinais de hidrocefalia ativa.”

Discussão: Evolução clínica favorável durante o internamen-

to na Unidade de AVC, com recuperação parcial dos défices 

neurológicos. Iniciou programa de reabilitação encontrando-se 

à data da alta vigil, cumpria ordens simples e complexas, apre-

sentava hemiparésia direita grau 5- Membro Superior e grau 

4+ Membro Inferior (deambulava com auxílio de um andarilho 

sem rodas) e apresentava hemihipostesia direita. Seguimento 

em Consulta externa de AVC.

Conclusões: Este caso reflete a importância do cumprimento 

farmacológico e do controlo dos fatores de risco cardiovascu-

lar, realçando desta forma a importância da prevenção do AVC, 

sendo que muitas vezes e sobretudo no AVC Hemorrágico, o 

desfecho possa vir a ser catastrófico.






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