Revista da sociedade portuguesa de medicina interna


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AVC CRIPTOGÉNICO ATÉ QUANDO INVESTIGAR…

Rita Moça, Emanuel Araújo, Inês Costa, Maria João Pinto, 

Guilherme Gama, Jorge Almeida, Luísa Fonseca

Unidade de AVC, Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar de São João

Introdução: A etiologia do Acidente vascular cerebral (AVC) 

isquémico nem sempre é evidente estando descrito na litera-

tura que cerca de 25-40% de casos não é possível identificar a 

causa, sendo estes designados como AVC criptogénico. 

Caso Clínico: Homem, 69 anos, antecedentes de dislipide-

mia. Em 2014, internado por AVC isquémico do território da 

artéria cerebral média esquerda (ACME), a TC-CE com hiper-

densidade espontânea na ACME, a traduzir provável trombo 

intraluminal.  Não  submetido  a  tratamento  fibrinolítico,  pelo 

tempo de evolução. Ecodoppler carotídeo e transcraneano 

(EDCT), com sinais hemodinâmicos indiretos compatíveis com 

possível oclusão distal no território da ACME. Ecocardiograma 

transtorácico sem alterações. Sem registo de fibrilação auri-

cular durante a monitorização. Apresentou resolução total dos 

défices neurológicos. Em seguimento na consulta de Medici-

na Interna repetiu EDCT - sinais de recanalização da oclusão 

distal da ACME, realizou holter de 24h, que não evidenciou 

arritmias cardíacas e RMN-cerebral que mostrou pequena 

área sequelar de isquemia interessando a coroa radiada es-

querda e planos cortico-subcorticais da região fronto-insular 

esquerda, pequena sequela de isquemia cavitada em planos 

cortico-subcorticais da vertente lateral do hemisfério cerebe-

loso direito, e discreta leucoencefalopatia isquémica. Dada a 

evidência de recanalização de ACME distal, sugerindo êm-

bolo/trombo, realizou estudo protrombótico que foi negativo 

e ecocardiograma transesofágico, que revelou foramen oval 

patente (FOP), de diminuto calibre, com pequeno shunt bidi-

recional espontâneo. 

Discussão: As alterações do septo interauricular, nas quais 

está incluído o FOP, estão descritas na literatura como asso-

ciadas  a  AVC  criptogénico,  no  entanto,  o  significado  clínico 

e robutez desta associação não estão definidos. Apesar dos 

doentes jovens com AVC criptogénico terem prevalência au-

mentada de FOP, não há evidência de que este seja um fator 

de risco independente para AVC.




LIVRO DE RESUMOS

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Conclusões: Neste caso apesar do estudo realizado não foi 



possível identificar outro fator além do FOP, permanecendo dú-

vidas quanto ao encerramento do mesmo.






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