Revista Brasileira de Inteligência e-issn 2595-4717


parte dos entrevistados afi rmou que a



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parte dos entrevistados afi rmou que a 
percepção sobre o papel da Inteligência 
de Estado seria mais evidente para os 
diplomatas de alto escalão.
A mesma heterogeneidade de respostas 
ocorreu em relação à avaliação acerca da 
importância da atividade de Inteligência 
para os processos decisórios relativos à 


Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: Abin, nº. 16, dez. 2021
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Inteligência externa e diplomacia: interfaces e relações no contexto brasileiro
projeção do Brasil no exterior. Por um 
lado, foi frequente a menção de que, 
atualmente, a atividade de Inteligência 
poderia desempenhar papel estrutural 
mais amplo nos processos decisórios 
de política externa e que a inserção 
internacional profunda e multissetorial 
do Brasil e a defesa efetiva de seus 
interesses dependeria do aprimoramento 
do assessoramento estratégico de 
Inteligência. Por outro lado, identifi cou-
se maior relevância do assessoramento 
de Inteligência para a tomada de decisão 
em contextos geográfi cos mais voláteis e 
complexos.
Alguns fatores foram apontados como 
essenciais para o melhor aproveitamento 
das capacidades da Inteligência em 
prol da projeção externa do País, 
tais como melhorias na coordenação 
interinstitucional em âmbito federal, 
desafio que envolveria não somente 
a Inteligência, como também outros 
setores do Estado com competências 
externas; consolidação de percepção 
acerca da relevância do assessoramento 
em Inteligência Externa e implementação 
de estratégias estáveis e contínuas para 
aprimoramento dessa interlocução; 
redução do nível de aversão a riscos 
por parte da Inteligência e de instâncias 
decisoras; e aprimoramento dos fl uxos de 
difusão de documentos entre o MRE e a 
Abin, não somente entre frações lotadas 
em Brasília, mas também em relação aos 
postos no exterior.
Em relação às diferenças entre Inteligência 
e diplomacia quanto a procedimentos e 
meios, identifi cadas pela questão cinco, 
7 Nas questões cinco, seis e sete, o questionário orientou a marcar todas as alternativas cabíveis.
o principal aspecto considerado pelos 
entrevistados entre as opções fornecidas 
foi “fontes de canais para coleta de dados e 
análises”, assinalado por 92,59%
7
; seguido 
por “métodos de análise de dados”, com 
66,67%; “métodos de coleta de dados”, 
com 62,96%; nível de compartimentação 
e sigilo”, com 55,56%; e limites legais, com 
33,33%.
Quanto às fontes de coleta, há percepção 
de que, excetuadas algumas fontes 
abertas, os acessos diplomáticos e de 
Inteligência não se confundem. Além de 
identifi car o acesso facilitado a serviços de 
Inteligência congêneres e a canais e fontes 
não-ofi ciais, os entrevistados destacaram 
a aplicação de método para coleta e 
avaliação de dados e recrutamento e 
controle de fontes e a maior fl exibilidade 
para prospecção de colaboradores 
como diferenciais da Inteligência. Já a 
diplomacia gozaria de acesso mais amplo 
e consolidado a canais ofi ciais. Quanto 
à produção, a diplomacia se basearia 
fortemente na capacidade profi ssional 
individual, com importância conferida à 
padronização formal, mas sem métodos 
estruturados de checagem de fontes e de 
dados.
No que se refere à compartimentação, 
embora se reconheça que a Inteligência 
se associa a tradição de maior sigilo e 
segurança da informação, a estrutura 
hierárquica e social consolidada da 
diplomacia também favoreceria o 
"secretismo" e o resguardo de informações 
pelo corpo diplomático. Por fi m, houve 
menções no campo de resposta livre ao 
acesso a recursos de verba sigilosa por 


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Ana Martins Ribeiro
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