Revista Brasileira de Inteligência e-issn 2595-4717


Conceitos de Inteligência



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Conceitos de Inteligência 
Externa e diplomacia
A comparação entre as características de 
dois ou mais objetos depende de defi nição 
prévia acerca de qual a percepção e a 


Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: Abin, nº. 16, dez. 2021
107
Inteligência externa e diplomacia: interfaces e relações no contexto brasileiro
representação mental se têm daqueles 
objetos. Nesse sentido, o esclarecimento 
dos conceitos utilizados pela presente 
pesquisa para as duas atividades é 
condição para que se possa avaliar suas 
competências e relações. No entanto, 
quando se trata de definir Inteligência 
Externa e diplomacia, a literatura não 
apresenta consenso. Conforme se 
apontou acima, tanto a Inteligência 
quanto a diplomacia foram estabelecidas 
com o propósito de obter informações 
e vantagens comparativas sobre países 
estrangeiros, contribuindo para regular 
relações internacionais e interesses 
externos complexos (KOMLJENOVIĆ, 2018, 
p. 39).
Historicamente, o termo diplomacia se 
refere à condução de relações oficiais 
entre Estados soberanos (KOMLJENOVIĆ, 
2018, p. 42). Embora seja atividade 
que remonta à própria formação de 
unidades políticas autônomas, seu 
conceito moderno começou a ser 
estabelecido por volta do início do 
século XIX. Com frequência, a literatura 
associa a diplomacia à negociação na 
arena internacional (BERRIDGE, 2015). 
Não obstante a negociação seja o meio 
utilizado por excelência pela diplomacia 
para atuar junto a países estrangeiros 
e organizações internacionais, os dois 
termos não se confundem.
De acordo com Munton (2018, p. 2), 
considerando que as atividades rotineiras 
do corpo diplomático raramente envolvem 
a participação em negociações formais, 
definir diplomacia como atividade que 
implica exercício de negociação representa 
redução de seu escopo ou alargamento 
da noção de negociação para abranger 
todos os contatos e intercâmbios entre 
representantes externos, inclusive os 
de caráter informal e rotineiro. O autor 
sintetiza a defi nição de diplomacia como 
atividade de condução pacífi ca das relações 
internacionais feita por representantes 
ofi ciais do Estado representado.
Outros autores sugerem definições 
que expandem a proposta de Munton. 
Para Herman (1996, p. 34), o conceito 
da atividade diplomática contempla, 
além da formulação e da execução de 
política externa, a coleta de informações 
relacionadas à comunidade internacional. 
A diplomacia também é conceituada como 
método estabelecido para infl uenciar as 
decisões e o comportamento de governos 
e povos estrangeiros por meio do diálogo, 
da negociação e de outras medidas 
pacífi cas (Encyclopedia Britannica).
Para fi ns deste trabalho, considera-se a 
defi nição de diplomacia que sintetiza os 
elementos propostos pela literatura em 
três vertentes: atividade de (1) formulação 
e execução de política externa, (2) coleta 
de dados sobre conjunturas internacionais 
e (3) estratégias ofi ciais para infl uenciar 
decisões e comportamentos na arena 
internacional.
Em relação à Inteligência Externa, a maior 
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