Revista Brasileira de Inteligência e-issn 2595-4717



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RBI16verso23062022
O processo de integração 
de agências nos EUA
Nos Estados Unidos, a gênese da 
integração em inteligência para defesa e 
segurança remonta ao período da guerra 
fria, sendo remodelada com o advento 
da guerra ao terror empreendida na 
administração George W. Bush (CONDE, 
2015). Os arranjos após a Segunda Guerra 
Mundial resultaram na conformação 
de dois grandes blocos, cada um sob a 
influência das duas grandes potências 
que emergiram do confl ito. De um lado, 
os Estados Unidos, liderando ideológica 
e militarmente os países alinhados ao 
capitalismo e tendo como uma de suas 
expressões a Organização do Tratado do 
Atlântico Norte (OTAN), fundada em 14 de 
abril de 1949. De outro lado, a União das 
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) 
ou União Soviética, encabeçando o Pacto 
de Varsóvia, fi rmado em 14 de maio de 
1955, acordo de defesa mútua e de não 
agressão, que agrupava os países da 
Europa Oriental alinhados aos soviéticos.
A Guerra Fria
Para medir forças e testar suas respectivas 
infl uências sobre seus respectivos blocos, 
as duas grandes potências, donas 
de arsenais nucleares com potencial 
de destruir o planeta em um único 
movimento, patrocinavam ou, ao menos, 
simpatizavam com interesses regionais 
que se opusessem, em algum grau, à 
lógica de alianças da potência adversária. 
Assim, enquanto em um primeiro nível 
as duas nações se entrincheiravam em 
suas fronteiras continentais e utilizavam 
seus potenciais bélicos como instrumento 
de dissuasão recíproca, em um segundo 
nível extravasavam suas rivalidades em 
confrontos indiretos envolvendo aliados 
ou países satélites de seus interesses 
ou da lógica de antagonismos entre os 


Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: Abin, nº. 16, dez. 2021
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Perspectivas e desafi os para o trabalho integrado em centros de Inteligência
dois blocos. Conformavam, assim, um 
condomínio de poder em que disputavam 
espaços (SARAIVA, 1997).
À exceção do período considerado mais 
“quente”, em que as duas potências 
estiveram dentro do teatro de operações 
de uma “sucessão de crises que embalou 
as relações internacionais da guerra fria 
entre 1947 e 1955” (SARAIVA, 1997), as 
duas nações se opuseram dentro de 
uma lógica de dissuasão que abrange 
conceitos de coexistência pacífi ca (1947-
1968) e détente (1969-1979), confrontando-
se ideologicamente por meio de retórica 
e propaganda, ao mesmo tempo 
em que mantinham seus complexos 
militares estacionados, sem investidas 
bruscas um contra o outro. Ao longo do 
período, ambos os países emitiram sinais 
recíprocos de não agressão, por meio dos 
canais político-diplomáticos e, também, 
vislumbravam oportunidades econômicas 
em um ambiente de gradual fl exibilização 
de interesses.

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