Revisão de literatura



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AMOR

Clarice Lispector

  • Período: Modernismo (3ª geração)
  • Publicação: 1974
  • Autora: Clarice Lispector
        • Prosa intimista e introspectiva
        • Fluxo de consciência: monólogo interior
        • Existencialismo, busca de compreensão de si no mundo, do sentido da vida
  • Temática central: busca do sentido do papel da mulher na família/sociedade.
  • Narrador de terceira pessoa onisciente
  • Esvaziamento da ideia (pré-concebida) do que é amor: o cego e o Jardim Botânico lhe trazem estranhamento  busca, consciência  compreensão  final: retomada do mesmo ponto de partida: esquecimento

Resumo: Relata a história de Ana, uma simples dona de casa entregue a uma vida de rotina, como por exemplo, cuidar dos filhos, da casa e do marido, com uma visão crítica a cerca do papel da mulher na sociedade.

A personagem Ana se preparava para um jantar que serviria à noite para os irmãos. Após fazer as compras voltava para casa, de bonde, quando um simples fato, “um cego mascando chiclete”, interrompe a sua rotina, a desperta para reações íntimas e por meio da imaginação, a sua rotina se rompe.

Ao refletir suas inquietações, sua dor, se deu conta da crueza do mundo, pensou na fome e sentiu asco, a piedade pelo cego era tão violenta como uma ânsia, assim o mundo lhe parecia sujo e perecível.

Suas angustias poderiam ser ânsia pela liberdade. A situação de desconforto era cada vez mais intensa, todos os questionamentos emergiam em sua mente, como assumir ou não a sua vontade de viver numa outra realidade, de sair deste mundo de convenções ou ignorar e deixar as coisas seguirem na mesma linha, continuar vivendo a mesma vida.

A personagem acaba se prendendo ao mundo ao qual já estava acostumada, por considerá-lo mais seguro, porém a sua consciência não continua a mesma, agora Ana consegue assumir sua própria identidade. Assim, possivelmente teria se identificado com o cego, pois ele representava o seu próprio reflexo, uma pessoa igualmente limitada.

Enfim, ao se dar conta da pessoa que havia se tornado surge uma nova identidade, a de uma mulher que fez sua escolha e que decidiu continuar a viver de acordo com suas decisões, que agora possuía voz perante a família e sociedade.





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