Review for the daily clinical practice


Quadro 2: Fatores etiopatogênicos da acne da mulher adulta



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Quadro 2: Fatores etiopatogênicos da acne da mulher adulta

1-   Aumento da sensibilidade da glândula sebácea aos hormônios  

androgênicos

2-  Aumento da conversão hormonal periférica

3-   Deficiência da imunidade inata com atividade anormal dos recep-

tores toll-like

4-  Participação do fator de crescimento insulina símile 1 (IGF 1)

O estresse crônico tem sido considerado possível causa de 

acne na mulher adulta.

27

 A glândula sebácea é órgão neuroen-



dócrino e é modulada por neuropeptídios, como a substância P, 

que estimula sua atividade.

28

 O estresse estimula a liberação de 



citocinas pró-inflamatórias e do hormônio liberador de cortico-

tropina, levando ao aumento dos níveis de cortisol.

28

 Goulden 



et al. relataram que 71% das pacientes referiam o estresse como 

importante fator de piora do quadro.

3

Estudos recentes mostram estreita relação entre o tabagis-



mo e o surgimento da acne em mulheres adultas,

29,30


 apontando 

o tabaco como o principal fator responsável pelo surgimento da 

acne não inflamatória nessa fase.

29,30


 Observa-se diferença sig-

nificativa entre a acne de mulheres fumantes e não fumantes, 

com predomínio da forma comedoniana nas tabagistas, o que 

levou os autores a descrever a forma clínica como smoker’s face

caracterizada pela presença de micro e macrocomedões, e poucas 

lesões inflamatórias.

30

 A glândula sebácea é sensível à acetilcolina, 



que é estimulada pela nicotina.

30

 A acetilcolina leva à modulação, 



diferenciação e influi na produção e composição do sebo, além 

de promover a redução dos agentes antioxidantes e aumentar a 

peroxidação de componentes do sebo, como o escaleno.

30

Estudos mostraram que entre 60 e 70% das mulheres re-



latam agravo do quadro no período pré-menstrual.

31

 Isso se deve 



ao aumento relativo dos níveis de progesterona na fase lútea do 

ciclo menstrual.

28

A presença de acne em uma endocrinopatia normalmen-



te vem associada a outros sinais clínicos de hiperandrogenismo, 

como hirsutismo, seborreia, alopecia, distúrbios menstruais, dis-

função ovulatória, infertilidade, puberdade precoce, síndrome 

metabólica (SM) e virilização.

17,32

 A intensidade e extensão des-



sas manifestações clínicas dependem de vários fatores, e não exis-

te correlação estrita entre a intensidade do quadro clínico e as 

alterações bioquímicas.

17

 As principais endocrinopatias que cur-



sam com o hiperandrogenismo feminino são a SOP, a hiperplasia 

adrenal congênita tardia ou frustra e, mais raramente, tumores 

ovarianos, adrenais, hipofisários e hipotalâmicos.

17

A SOP é considerada a principal causa de hiperandro-



genismo no sexo feminino e tem prevalência de 5 a 10% na 

população em geral.

18

 Primeiro estudo conduzido no Brasil e 



América do Sul para estimar a prevalência da SOP numa popu-

lação randomizada vem confirmar esse número, com 8,5% de 

prevalência na população estudada.

33

 Seu diagnóstico é feito a 





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