Resumo de filosofia – capítulo 4 Ciência: conhecimento das causas


A prática humana: ética e política



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A prática humana: ética e política

Vários filósofos antes de Aristóteles refletiram sobre as ações humanas. Mesmo os estudiosos da natureza pressupunham que suas investigações levariam a um melhor conhecimento do ser humano e de sua conduta. Assim, pode-se dizer que as reflexões sobre o comportamento humano estão presentes na origem da filosofia. Sabe-se que Sócrates foi um marco nessas reflexões, pois promoveu, com os sofistas, importante mudança na filosofia ao colocar a conduta humana no centro da reflexão filosófica, como estudamos no capitulo 2. Sócrates afirmava que o ser humano deveria orientar-se racionalmente para a busca da verdade ou do conhecimento e para o aprimoramento da alma Platão deu continuidade às reflexões éticas iniciadas por seu mestre e vinculou o procedimento ético à contemplação de um além-físico, o mundo inteligível.



Essencialismo e antiessencialismo

No estudo desenvolvido até agora, pode-se perceber o predomínio de visões filosóficas essencialistas para explicar a realidade. De acordo com essas visões, tudo o que existe tem uma essência, e o conhecimento verdadeiro é aquele por meio do qual se apreende a essência do que é investigado. Dito de outra maneira, para conhecer qualquer coisa que existe é preciso entender sua essência. A essência de algo é eterna, imutável e lhe confere uma identidade. O filósofo Parmênides declarou que o caminho da verdade, em contraposição ao da mera opinião, se dirigiria ao que seria eterno e permanente nas coisas. Tal caminho só poderia ser trilhado pelo pensamento, porque a essência imutável não poderia ser percebida pelos sentidos, mas só pela razão. Sócrates buscava saber a que eram os valores humanos. Em seus diálogos, ele perguntava o que era a justiça, o bem e o belo. Geralmente recusava as definições de seus oponentes, porque tratavam apenas de exemplos de justiça, de bondade e de beleza, mas não indicavam o sentido desses valores, ou seja, sua essência fixa e imutável. Para Sócrates, essa essência deveria ser defendida em qualquer lugar ou situação, diferentemente do que pensavam os sofistas.
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