Resumo de filosofia – capítulo 4 Ciência: conhecimento das causas



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Resumo de filosofia
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A estruturação das ciência

Com base nos conceitos metafísicos de sua filosofia, Aristóteles estruturou o conhecimento cientifico: todas as ciências têm como ação central a busca das causas, mas, como as substâncias são diferentes, distintas são as causas. A causa formal de um ser vivo é distinta, por exemplo, da de um navio. Assim, o conhecimento cientifico deve ser estruturado de acordo com a natureza de cada coisa investigada. Movido por essa compreensão, a tarefa que Aristóteles se colocava era a de ordenar o conhecimento cientifico, classificando e hierarquizando todas as ciências. O filósofo realizou, dessa maneira, uma primeira classificação geral do conhecimento cientifico em três grandes ramos: as ciências teoréticas ou especulativas, as ciências práticas e as ciências produtivas.



A filosofia primeira

O que posteriormente ficou conhecido como metafisica era chamado por Aristóteles de filosofia primeira (ou teologia). A filosofia primeira era a mais importante ciência, porque tratava da realidade que estava além da existência física, isto é, por meio dos estudos da filosofia primeira se investigavam as causas e os princípios gerais de tudo o que existia ou do que era necessário para que cada coisa simplesmente "fosse", como o conceito de substância, os princípios do movimento (ato e potência) etc. A filosofia primeira é uma espécie de ciência do ser; não deste ou daquele ser, mas de todos, no que eles têm de essencial. As perguntas que se tenta responder com base nessa ciência são: O que é o ser? Qual é sua essência ou sua causa? Quais são os conceitos que o caracterizam? A pergunta a respeito das causas gerais dos seres leva inevitavelmente à indagação sobre a causa primeira ou a primeira de todas as causas, Existe uma causa última ou absoluta, da qual tudo se origina? Houve um ser que gerou o primeiro movimento? Segundo a teoria aristotélica, os movimentos na natureza são gerados pelas causas eficiente e final e pelos princípios ato e potência. Mas o que faz todos esses movimentos existirem? O que impulsiona o movimento e a transformação das coisas físicas e concretas no decorrer do tempo? O movimento de um ser-sua transformação e seu desenvolvimento - está inscrito em sua natureza. Sua mudança acontece, então, para que ele chegue à realização plena. Assim, um filhote de tigre transforma-se até desenvolver as características de sua espécie, tornando-se um tigre em ato com suas potencialidades desenvolvidas. Da mesma maneira, um ser humano, cuja essência é ser animal, racional e politico, desenvolve-se até ser plenamente. Coisa que, para Aristóteles, só acontece na vida em sociedade, pois é nela que o ser humano pode exercitar a razão e a comunicação, transformando suas potencialidades em atos.




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