Resumo de filosofia – capítulo 4 Ciência: conhecimento das causas



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Resumo de filosofia
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Causa eficiente e causa final

A causa material e a causa formal explicam a composição dos seres ou das substâncias Mas os seres da natureza têm uma origem, desenvolvem-se e corrompem-se (envelhecem, morrem, desaparecem), mudam de lugar, transformam-se com o tempo, aumentam, diminuem. Enfim, as coisas mudam ou se movimentam; têm um devir, ou seja, um vir a ser. Na teoria aristotélica, há duas causas que explicam a mudança: a causa eficiente e a causa final. A causa eficiente ou motriz é responsável pelo surgimento ou geração de algo. Por exemplo, para nascer, um filhote de tigre tem de ser gerado por um macho e uma fêmea da mesma espécie. A causa eficiente da existência do tigre são seus genitores. A causa final é o objetivo ou o fim para o qual se direciona o devir. No caso do filhote de tigre, a causa final é o tigre plenamente desenvolvido, com todas as características da espécie estabelecidas. Mais um exemplo a causa material de uma escultura de bronze de Sócrates é o bronze, a matéria de que a estátua é feita. A causa formal é o fato deter a forma de Sócrates. A causa eficiente é o escultor que a esculpiu, amoldando a matéria à forma. A causa final é a razão ou o objetivo pelo qual a estátua foi feita: enaltecer Sócrates.



O ato e a potência

Há mais dois conceitos na metafisica aristotélica que são importantes para entender o movimento das coisas sensíveis: o de ato e o de potência. Ato é aquilo que existe, aquilo que é, a coisa atualizada, o ser completo, determinado, realizado e presente. Potência é aquilo que pode vir a ser, que tem capacidade virtual de assumir determinada atualização, é o ser possível, incompleto e ainda indeterminado. Assim, a madeira em ato é uma mesa em potência. A mesa já fabricada está em ato, pois é objeto concretizado. Os tijolos, a areia e o cimento em ato são uma casa em potência. E assim por diante. Dessa maneira, por meio da relação entre ato e potência, Aristóteles explica o movimento na natureza, mostrando que este não é ilusório, mas acontece pela atualização da potência. Assim, um ser out uma substância tem em si determinada potencialidade, e sua transformação obedece à busca de sua realização plena: uma semente tem a potencialidade de uma árvore; um feto tem a potencialidade de um ser humano.




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