Resumo de filosofia – capítulo 4 Ciência: conhecimento das causas



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RESUMO DE FILOSOFIA – CAPÍTULO 4


Ciência: conhecimento das causas

A ciência é muito valorizada em nossa sociedade, e chega a ser difícil pensar como seria nossa vida sem ela, Nosso dia a dia está repleto de aparelhos, como celulares, computadores, micro-ondas ou carros, fabricados com base na aplicação de conhecimentos científicos. O filósofo grego Aristóteles, discípulo de Platão, foi um das primeiros pensadores a refletir de maneira sistemática sobre a ciência, Ele buscou distingui-la dos outros tipos de conhecimento e estrutura-la em ramos específicos de investigação. Com base na filosofia de Aristóteles, podemos dizer que o conhecimento cientifico se caracteriza pela busca das causas. Diferentemente do conheci mento adquirido pela percepção ou pela experiência, a ciência revela a causa o porquê de a coisa ou o fenômeno investigado ser da maneira que é. A causa investigada pela ciência é a fundamental, a necessária, isto é, a que não pode ser de outra maneira. Identificar a causa necessária de algo é saber o que esse algo é, conhecer sua essência, que não muda. O conhecimento pelas causas necessárias se distingue do conhecimento do sofista, cujo saber aparente está alicerçado no contingente, naquilo que pode ser de uma maneira ou de outra. Para avançarmos na compreensão da filosofia aristotélica, vamos entender melhor a diferença entre necessidade e contingência.



O necessário e o contingente

Podemos dizer muitas coisas a respeito de um ser. Podemos afirmar, por exemplo, que uma mulher é inteligente, negra, tem cabelos encaracolados e olhos castanhos. Descrevemos um homem como barbudo, bem-humorado e elegante. Podemos, ainda, dizer que um adolescente é dorminhoco, gentil, magro, discreto e que tem um corte de cabelo no estilo "tigelinha". Ao dizer essas e muitas outras coisas a respeito de um ser humano em particular, não conseguimos responder à pergunta: O que é o ser humano? Responder à pergunta sobre o que é uma coisa é dizer o que faz dela algo singular, diferente de todas as demais, o que a determina ou a identifica. É mostrar seu elemento primário ou necessário, sem o qual ela não poderia ser o que é. É falar de sua essência. Se algum ser perde sua essência, deixa de ser o que é. Há características, então, que são apenas casuais ou contingentes, como a de um individuo ser alto, baixo ou forte. Há ainda características que podem ser adquiridas ou perdidas no tempo, como a beleza de uma flor, que acaba quando ela murcha. Em contrapartida, há atributos que de finem de fato o ser, constituindo sua condição fundamental de existência, e que, portanto, não podem ser perdidos, pois, se isso acontecesse, o ser deixaria de ser o que é Para Aristóteles, o ser humano é um animal (ser vivo) racional e social (politico). Se ele perde uma dessas condições essenciais-a animalidade, a racionalidade ou a sociabilidade deixa de ser o que é, isto é, deixa de ser humano. Imagine, por um instante, que o ser humano não fosse um ser vivo: seria um ser inorgânico.




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