Reportagem serra leoa acendem-se as luzes dossier



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Malta; Kevin J. Borg;

comércio; economia

turismo; tecnologia

Vinha, Malta 2008. 

© Hegel Goutier

Câmara de Comércio e da Indústria 2008. 

© Hegel Goutier

"Se podemos vender aqui à população maltesa e aos turistas, porque não fazê-

lo em Casablanca e Praga?"

Kevin Borg 2008.

© Hegel Goutier



R

aramente se tem a oportunidade de

acariciar um tão belo livro de

fotografias consagrado a artistas

criativos desta parte da África,

quando não do Sul. Congo Eza é uma das

excepções que confirmam a regra. Já houve

outros, felizmente, como o inesquecível

número especial da Revista Negra em 2001,

que homenageava a fotografia artística. O

Congo Eza é a conjugação da realidade con-

golesa contemporânea, da guerra recente à

ebulição de vida e de criatividade deste país. 

Conjugação de sensações, emoções, olhares e

restituições. Preto e branco e cores.

Espontaneidade, composição dramática,

insolência, revolta, transgressão, irreflexão,

humor, alusões, sem distinção de paletas. Os

fotógrafos vêm de horizontes diversos. São

vinte e quatro. O que os une é o facto de terem

participado em duas experiências artísticas e

em formações ministradas respectivamente

pela Delegação Valónia- Bruxelas em

Kinshasa e pelo Comissariado para as

Relações Externas da Comunidade

Francófona da Bélgica, entre as quais o

Festival de Cultura do Congo na Bélgica  -

Yambi - em 2007. A associação AFRICALIA

(Bruxelas) decidiu manter os vestígios de tais

encontros com esta obra de prestígio.  

A conjugação faz-se com uma selecção de

verbos do idioma lingala, disseminados pelos

diferentes capítulos da obra. Kokekola,

aprender, educar, crescer. Imagens de Epinal,

essencialmente a preto e branco, evocando o

desejo de aprender nos livros, nos terrenos de

desporto, por empatia com entes queridos,

mas infelizmente também “através do mais

conhecido dos jogos das crianças nestes

sítios: o jogo da guerra”, como o sublinha o

texto de Marie-Louise Bibish Mumbu, em

epígrafe a este capítulo. Belo texto, como

todas as outras poesias que acompanham a

digressão neste  caleidoscópio da vida e do

sonho congolês. 

E, depois, kobouger, palavra mestiça que

exprime mover-se, deslocar-se; kolingana –

amar;  kobeta libanga -  sobreviver, desenras-

car-se; komilakisa -  mostrar-se, aparecer,

posar; kosambela – pedir, solicitar; kokoma -

escrever, grafitar,  pintar. E, por último,

kopana bakambi -  escolher, votar,  eleger,

com um poema de Fiston Nasser Mwanza,

trágico e humorístico, em epígrafe. “Ex” dá o

seu título a este livro e reflecte como um eco

o seu tom duplo de nostalgia e desabafo de

amargura:

“Ex - Associação Internacional do Congo 

Ex - Comité de Estudos do Alto-Congo 

Ex - Estado Independente do Congo 

Ex - Congo Belga 

Ex - República Democrática do Congo,  

Ex - Zaire 

RE - República Democrática do Congo 

......... 

Congo ezalaki 

Congo eza 

Congo ezakoya 

Foi, está lá, vem... 

……..” (extracto)

Um livro…como se diz comovente em lin-

gala?


“Congo Eza”, Africalia Edition & Roularta Books, Bruxelas

2007, 264 páginas. 





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