Reportagem serra leoa acendem-se as luzes dossier


O maior partido da oposição, o Sierra Leone People’s Party (SLPP), tem domina-



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O maior partido da oposição, o Sierra Leone People’s Party (SLPP), tem domina-

do o cenário político na Serra Leoa juntamente com o actual partido dirigente, All

People’s Congress (APC). O SLPP foi formado em 1951 e bateu-se pela inde-

pendência do país em relação à Grã-Bretanha, que viria a ter lugar em 1961. Tem

sido uma oposição activa ao actual partido do governo, APC, formado em 1960.

Palavras-chave



Debra Percival; Serra Leoa; Política;

Oposição.

a promessa de que nos próximos 36 meses

começaríamos a ver uma inversão da situação.

Foi por isso que assinei contratos de gestão com

os ministros. Estão agora todos em conver-

sações com o Palácio Presidencial a negociar os

objectivos anuais e os que pretendem alcançar

nos próximos três anos.  



Como é que consegue atrair investidores

estrangeiros?

Estamos a rever as nossas leis, a melhorar a

independência e a credibilidade do sistema judi-

cial e a empreender uma forte luta contra a cor-

rupção, para assegurar que as pessoas terão

condições equitativas. Isto trará investidores.

Temos os melhores diamantes do mundo, os

maiores depósitos de rútilo, grandes depósitos

de minério de ferro, bauxite e platina, etc.

Também temos um enorme potencial no sector

agrícola. Por cima de tudo está o nosso poten-

cial turístico único. Com o investimento certo, a

Serra Leoa pode facilmente tornar-se o melhor

destino turístico do mundo. A nossa flora e

fauna, a nossa topografia e as nossas praias não

existem em mais lado nenhum. 



A Serra Leoa está nos últimos lugares do Índice

do PNUD. Como poderá subir?

Acabámos de lançar o plano estratégico de

2008-2010 para as crianças e outros. Estamos a

rever o nosso sistema educativo e a trabalhar na

melhoria do número de pessoas que têm acesso

à água canalizada, bem como a melhorar os

nossos equipamentos médicos. Quando tudo

isto estiver a andar, penso que o essencial será

motivar as pessoas responsáveis desses

serviços, as que prestam os serviços: médicos,

enfermeiras e professores.

Está confiante em que voltará a ter o mesmo

resultado nas eleições locais em Julho?

Acredito que iremos ganhar a maioria dos

lugares no país, porque num período muito

curto os cidadãos começaram a compreender

que somos um governo orientado para resul-

tados. Não discutimos política. O que dize-

mos é o que fazemos, como no caso da elect-

ricidade. Iremos lançar o nosso programa

agrícola e queremos assegurar um programa

de saúde.

Não se esperem resultados tangíveis da noite

para o dia. O que se vê é actividade governa-

mental: um esforço da nossa parte para tra-

balhar nas promessas feitas ao nosso povo e

penso que as pessoas confiam nisso. A única

dificuldade para nós é que chegámos numa

altura em que os preços nos mercados mundi-

ais têm vindo a aumentar. O preço dos com-

bustíveis está a subir, tal como os preços do

arroz e do trigo. Infelizmente alguns destes

têm um impacto directo na vida dos cidadãos.

Não podemos subsidiar, porque não temos

fundos. Não somos um país produtor de

petróleo. 



O seu governo é etnicamente desequilibrado? 

Não, não é o caso. Temos pessoas das outras

regiões; os nossos ministros da Saúde e dos

Recursos Marinhos, por exemplo. Sempre

insisti que se trata de um governo de inclusão e

temos representadas pessoas de todos os distri-

tos, não só no governo mas também ao nível de

substitutos de ministros. Estamos a nomear pes-

soas para empresas estatais e missões diplomáti-

cas, que representam o carácter nacional.



O que pensa da focalização na ajuda orçamen-

tal na parceria com a UE?

É importante que continue, uma vez que a

nossa base de receitas é muito limitada.

Estamos a pedir ajuda para nos podermos

aguentar. Quando arrancarmos com as activi-

dades de exploração mineira, agricultura e tur-

ismo, penso que teremos o bastante para gerir

o nosso orçamento e cuidarmos do nosso

esforço de desenvolvimento. A UE está tam-

bém a desempenhar um papel de liderança nos

programas de infra-estruturas. Tal como a

energia, uma melhoria da rede rodoviária irá

facilitar as actividades económicas no país.

Criará a livre circulação de pessoas, ajudará na

circulação dos produtos agrícolas e aumentará

o turismo e o comércio com os nossos vizin-

hos, a Guiné e a Libéria. 



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